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O Que Está Realmente em Jogo na jornada da Maturidade Pessoal e Organizacional?

Por Diego Baldi

O home office foi um divisor de águas na sua carreira ou apenas uma forma de continuar trabalhando com dificuldade de foco e sociabilidade?

Placar final: o home office não mais é tendência — virou parte integrante da organização do trabalho moderno. Mas a pergunta que realmente importa não é “ele vai ficar?” e sim: como estamos lidando com o efeito colateral dessa transformação?
O modelo remoto abriu uma janela de liberdade e flexibilidade, mas também provocou novas tensões nos comportamentos humanos e nas estruturas das empresas.

Comecemos pelo essencial: um estudo recente aponta que 68% dos profissionais afirmam que o home office melhorou sua qualidade de vida, com ganhos claros na autonomia e na flexibilidade diária — e ao mesmo tempo 83% relatam sintomas psicológicos como ansiedade e dificuldades de concentração, evidenciando que a flexibilidade sem suporte emocional tem um preço real (segundo levantamento publicado na Exame).

Não é novidade que gestores veem vantagens e desvantagens no modelo. Relatórios anteriores indicam que, embora muitos funcionários apreciem a economia de tempo (especialmente com transporte e deslocamentos), a falta de interação com a equipe, desafios na comunicação e a perda de sinergia presencial continuam a pesar na balança. E estudos adicionais mostram que, em estruturas presenciais, trabalhadores acabam dedicando mais tempo a atividades de desenvolvimento e treinamento formal — o que pode impactar na carreira de longo prazo.

Outro ponto crítico é a visão de risco percebido pelos próprios profissionais: mais de metade dos trabalhadores remotos dizem que isso pode prejudicar sua progressão de carreira ou deixá-los mais vulneráveis a cortes e promoções negadas justamente por estarem “fora do radar físico”.

Então o que isso nos diz? O home office não é nem vilão nem herói. Ele é uma mudança epistêmica:

Benefícios reais, como qualidade de vida, flexibilidade e retenção de talentos.

Custos reais, incluindo desgaste emocional, sensação de isolamento e preocupações com crescimento profissional.

Tradeoffs organizacionais, como adaptação de lideranças, comunicação, cultura e performance.

No Café Com Bytes, a nossa provocação é simples: o debate não deveria ser sobre se trabalha remoto ou presencial — mas sobre como fazemos isso funcionar, para quem isso funciona e com que propósito.

Porque, no fim, trabalhar de casa não é apenas uma questão de localidade — é uma questão de significado, governança e conexão humana.

☕ E você?

Diego Baldi

Profissional de Tecnologia com mais de duas décadas de experiência em TI, apaixonado por churrasco, comunicação e tudo que envolve boas ideias e bons encontros. Ao longo da minha jornada, atuei em diversos projetos ligados à transformação digital, inovação e segurança da informação, sem nunca perder o olhar curioso e humano sobre as conexões que a tecnologia permite.

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