
A polêmica envolvendo o uso de inteligência artificial nos resultados de busca continua, e o Google anunciou mudanças na forma como exibe as respostas geradas por IA. A atualização surge como resposta direta às críticas de publishers sobre a queda no tráfego orgânico vindo do buscador.
A principal alteração está na apresentação das fontes utilizadas pela IA. Agora, os links para os sites consultados ganham mais destaque visual, além da introdução de um novo recurso: um pop-up informativo que aparece quando o usuário passa o cursor sobre o indicador de fontes.
Embora a mudança não altere a estrutura central das respostas automáticas, ela representa um movimento inicial da empresa para tentar equilibrar a experiência do usuário com a valorização dos produtores de conteúdo.
O que muda e o que permanece igual nas respostas com IA
A atualização traz melhorias visuais, mas mantém a lógica principal da ferramenta:
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O que muda: links mais visíveis e pop-up com exibição das fontes ao passar o cursor
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O que não muda: o resumo gerado por IA continua aparecendo diretamente na página de resultados
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Motivo da mudança: resposta às críticas sobre queda no tráfego de sites
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Anúncio: feito por Robby Stein, vice-presidente de produto do Google Search
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Referência: abordagem semelhante à adotada por soluções como o Copilot, da Microsoft
Como funciona a nova exibição das fontes
Com a atualização, o usuário passa a ter acesso facilitado às fontes utilizadas pela inteligência artificial. Ao interagir com o indicador de referências, um pop-up revela os sites que embasaram a resposta.
Além disso, os links agora aparecem de forma mais destacada dentro da interface, o que aumenta a visibilidade — ainda que não incentive diretamente o clique.
Impacto ainda limitado no tráfego dos sites
Apesar de representar um avanço, a mudança ainda é considerada tímida por especialistas e veículos digitais. Isso porque o Google não implementou mecanismos que direcionem automaticamente o usuário para os sites de origem.
Na prática, o comportamento do usuário tende a permanecer o mesmo: como a resposta completa continua disponível na própria página de busca, a necessidade de acessar o conteúdo original segue reduzida.
Essa é justamente a principal crítica do mercado editorial, que aponta uma perda significativa de audiência desde a adoção das respostas automatizadas.
Google tenta equilibrar IA e publishers
Em comunicado, Robby Stein afirmou que o objetivo da empresa é encontrar um ponto de equilíbrio entre oferecer respostas rápidas e reconhecer o trabalho dos criadores de conteúdo.
A estratégia adotada combina dois elementos: maior visibilidade para os links e a introdução do pop-up com fontes. A iniciativa busca responder às críticas sem comprometer a proposta central do recurso, que prioriza agilidade e praticidade.
Mesmo assim, o Google mantém sua posição de que as respostas automáticas são úteis para consultas específicas — ao mesmo tempo em que reconhece a importância de conectar os usuários às páginas que serviram de base para essas informações.



