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Samsung e Micron aceleram produção de HBM4 e intensificam disputa por memória para IA da Nvidia

Nova geração de memória HBM4 promete mais desempenho, eficiência energética e impacto no mercado de data centers e semicondutores em 2026

A corrida pelo protagonismo na nova geração de memórias voltadas à inteligência artificial ganhou força nesta semana. Um dia após a Micron anunciar o início da produção em alto volume de seus chips HBM4, a Samsung confirmou que também iniciou a produção em massa da tecnologia e já realizou os primeiros envios a um cliente não revelado — que, segundo o mercado, deve ser a Nvidia, responsável pelos futuros aceleradores Vera Rubin.

A memória HBM4 (High Bandwidth Memory 4) é considerada peça estratégica para a próxima geração de hardware de aceladores de IA. Tanto Samsung quanto Micron destacam que a tecnologia representa um salto significativo em desempenho e eficiência energética, fatores essenciais para treinar e operar modelos de inteligência artificial cada vez mais complexos.

Segundo a Samsung, sua HBM4 oferece velocidade consistente de 11,7 gigabits por segundo (Gbps), podendo atingir até 13 Gbps em cenários específicos. A largura de banda total pode chegar a 3,3 terabytes por segundo (TB/s) em uma única pilha (stack), um número crucial para data centers que exigem alta densidade computacional.

Inicialmente, a fabricante sul-coreana disponibilizará a memória em versões entre 24 GB e 36 GB, com planos de expansão para 48 GB. A empresa também destacou avanços térmicos relevantes: aumento de 10% na resistência ao calor, 30% na dissipação térmica e até 40% mais eficiência energética em comparação com a geração anterior, a HBM3E. Em um cenário de pressão por redução de consumo energético em data centers, esses ganhos tornam a HBM4 ainda mais estratégica.

Do lado da Micron, o CFO Mark Murphy afirmou que a companhia iniciou a produção em alto volume um trimestre antes do previsto e já enviou unidades para clientes. De acordo com o executivo, o rendimento (yield) da nova geração está dentro das expectativas e toda a capacidade produtiva da empresa para 2026 já foi vendida antecipadamente. A declaração foi interpretada como resposta a rumores sobre possíveis atrasos competitivos no segmento de memória para IA.

Com os anúncios, a SK Hynix passa a ser a única grande fabricante que ainda não confirmou oficialmente o início da produção da HBM4. O movimento ocorre em um momento decisivo para a Nvidia, que planeja lançar seus aceleradores Vera Rubin no segundo trimestre de 2026, utilizando memórias fornecidas por Samsung e SK Hynix.

Impacto no mercado financeiro e na cadeia de semicondutores

A reação do mercado foi imediata. As ações da Micron avançaram cerca de 10% após o anúncio da produção antecipada. Já a Samsung projeta que suas vendas de HBM devem mais que triplicar em 2026 na comparação com 2025, impulsionadas pela forte demanda por soluções de inteligência artificial.

Por outro lado, há um possível efeito colateral: com as fabricantes direcionando maior capacidade produtiva para memórias de alto valor agregado voltadas à IA, a oferta de memórias convencionais tende a diminuir. Esse redirecionamento pode pressionar os preços de chips tradicionais, elevando custos para outros segmentos da indústria de tecnologia.

A disputa pela liderança em HBM4 sinaliza que a próxima fase da corrida da inteligência artificial será definida não apenas por algoritmos e modelos, mas também pela capacidade de produção e fornecimento de semicondutores de alto desempenho.

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