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Pesquisa brasileira aponta que cera de ouvido pode auxiliar na detecção precoce do câncer

Estudo da Universidade Federal de Goiás identifica biomarcadores no cerume que podem indicar presença de tumores

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) revelou que a cera de ouvido pode se transformar em uma aliada inesperada no diagnóstico do câncer. A pesquisa indica que o cerume contém substâncias químicas capazes de refletir alterações metabólicas associadas ao desenvolvimento de tumores, abrindo caminho para um método de detecção precoce menos invasivo.

Os cientistas analisaram compostos orgânicos presentes na cera e identificaram padrões específicos que diferenciam pessoas saudáveis daquelas com câncer. Essas substâncias, chamadas metabólitos, funcionam como marcadores biológicos do funcionamento do organismo. Quando há um tumor em desenvolvimento, o metabolismo celular sofre alterações — e isso pode ser detectado no perfil químico do cerume.

Para realizar o exame, a equipe desenvolveu uma técnica apelidada de “cerumenograma”, que utiliza métodos como cromatografia gasosa e espectrometria de massa para mapear as moléculas presentes na amostra. Com essa abordagem, foi possível distinguir não apenas a presença da doença, mas também identificar diferenças entre tumores benignos e malignos e acompanhar a resposta ao tratamento em alguns casos.

Outro ponto de destaque é que o procedimento é simples e não invasivo, já que a coleta do material é rápida e indolor. Além disso, os resultados indicam potencial para identificar alterações antes mesmo do surgimento de sintomas, o que pode aumentar significativamente as chances de sucesso terapêutico.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores reforçam que a técnica ainda precisa passar por novas etapas de validação antes de ser incorporada à prática clínica. Se confirmada em estudos ampliados, a análise da cera de ouvido pode representar uma inovação importante na área de diagnóstico oncológico no Brasil.

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