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IA provoca forte volatilidade nas bolsas globais e coloca setores sob pressão antes de cúpula na Índia

Anúncios de gigantes como Microsoft e Anthropic impactam software, saúde e crédito; mercado aguarda novos movimentos em evento internacional

A apreensão em torno da disrupção provocada pela inteligência artificial (IA) voltou a dominar os mercados de ações globais nas últimas semanas. Investidores de diferentes regiões passaram a reavaliar posições e buscar quais setores poderão ser mais transformados — ou pressionados — pela nova onda de IA generativa e ativa.

A expectativa é que a volatilidade continue ao longo desta semana, especialmente com a realização de um dos principais eventos globais sobre o tema, na Índia. O encontro deve reunir executivos de grandes empresas de tecnologia e pode gerar novos anúncios estratégicos com potencial de impacto direto nas bolsas.

Europa sente impacto da nova onda de IA

Na semana passada, o efeito dos anúncios de gigantes americanas do setor se espalhou por diversos segmentos, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Entre as empresas mais afetadas estiveram a Dassault Systèmes, que registrou a maior queda diária de sua história, e a RELX, grupo britânico de análise de dados que sofreu sua pior desvalorização em um único pregão desde 1988.

Gestoras de patrimônio também enfrentaram forte pressão, como St. James’s Place, Aberdeen Group e Quilter, refletindo o receio de que a IA possa alterar modelos tradicionais de negócios, inclusive em áreas como saúde e crédito.

UBS alerta para risco maior em 2026 e 2027

Em relatório recente, analistas do UBS afirmaram que a queda nas ações impulsionada pela inteligência artificial reflete uma “disrupção crescente que está se acelerando muito além do software”. Segundo o banco suíço, os mercados ainda precificam apenas parcialmente os impactos da IA sobre o crédito — risco que pode aumentar nos Estados Unidos entre 2026 e 2027, com reflexos menores na Europa.

Por outro lado, há quem veja exagero nas projeções mais pessimistas. Dan Ives, da Wedbush, declarou à CNBC que o chamado “apocalipse do software” está superdimensionado. Para ele, empresas consolidadas como Salesforce e ServiceNow não serão canibalizadas, mas sim protagonistas na revolução da IA.

Índia sedia uma das principais cúpulas de IA do ano

O cenário deve ganhar novos capítulos com a realização da Cúpula de Impacto da IA, em Nova Delhi. O evento reúne milhares de participantes e nomes de peso da indústria global.

Entre os palestrantes confirmados estão Dario Amodei, CEO da Anthropic; Brad Smith, presidente da Microsoft; Arthur Mensch, cofundador da Mistral AI; e Alexandr Wang, diretor de IA da Meta.

A expectativa é de anúncios relevantes envolvendo acordos de nuvem, infraestrutura de IA e parcerias entre governo e empresas privadas. A Índia desponta como mercado estratégico por sua ampla base de usuários conectados e pelo vasto contingente de talentos em engenharia, o que atrai investimentos das big techs globais.

Com novos contratos e alianças à vista, os mercados acompanham atentos. A semana promete ser decisiva para medir até que ponto a inteligência artificial continuará moldando — e sacudindo — o cenário financeiro internacional.

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