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Carnaval na rua, celular protegido: como reduzir riscos e evitar prejuízos

Recursos do próprio sistema, ferramentas das operadoras e cuidados simples ajudam a bloquear o aparelho e salvar seus dados em caso de roubo ou furto

Com a proximidade do Carnaval, a festa toma conta das ruas — e junto com fantasias e bloquinhos vem também o alerta para a segurança, principalmente em relação aos celulares. Informações do Anuário da Segurança Pública Brasileira 2025 indicam que furtos e roubos de smartphones estão no topo das ocorrências nesse período, sendo que 79,6% dos casos acontecem em vias públicas. A recuperação dos aparelhos, porém, é rara: apenas 9% voltam para os donos.

Apesar do cenário, é possível diminuir bastante o prejuízo com planejamento. Funções de segurança já presentes no sistema do celular, serviços oferecidos pelas operadoras e até seguros específicos criam uma rede de proteção que pode ser decisiva para preservar dados e bloquear o dispositivo rapidamente.

Ajustes essenciais antes de sair de casa

Antes de curtir a folia, o ideal é revisar as configurações do smartphone. Ativar ferramentas de segurança e reforçar bloqueios pode evitar dor de cabeça.

No Android, o recurso Encontrar Meu Dispositivo, do Google, permite rastrear, travar e até apagar o conteúdo do aparelho à distância. Ele pode ser ligado nas configurações de segurança, junto com a checagem da localização ativa. Também é fundamental usar senha forte, PIN robusto ou biometria, além de configurar o bloqueio automático da tela em pouco tempo de inatividade.

Quem utiliza aparelhos Samsung pode recorrer ao Samsung Find, que oferece funções semelhantes, incluindo rastreamento mesmo sem internet, usando outros dispositivos Galaxy por perto.

No iPhone, o Buscar (Find My) cumpre papel semelhante. Ao ativar “Buscar iPhone” e a “Rede Buscar”, o aparelho pode ser localizado até offline, por meio de outros dispositivos Apple. Nas versões mais recentes do iOS, há ainda a Proteção de Dispositivo Roubado, que exige biometria para alterações sensíveis e impõe um tempo de espera extra para mudanças críticas, aumentando a dificuldade para criminosos.

Reduzindo riscos financeiros

Uma medida mais radical, mas eficaz, é remover temporariamente aplicativos bancários durante o Carnaval. Caso isso não seja viável, vale ao menos limitar funções: reduzir limites de PIX, bloquear acessos a investimentos e ativar alertas para qualquer movimentação.

A autenticação em dois fatores também é indispensável. Revisar senhas salvas e diminuir a quantidade de informações sensíveis acessíveis no aparelho ajuda a conter danos caso ele seja desbloqueado.

Apoio das operadoras

As empresas de telefonia também oferecem ferramentas úteis. A Vivo, por exemplo, reúne funções de proteção em seu aplicativo, incluindo bloqueio emergencial da linha e do aparelho, além de opções como eSIM, que evita a remoção física do chip. Há ainda um serviço que restringe o uso de determinados apps fora de uma área considerada segura.

A Claro disponibiliza, no app Minha Claro, recursos para bloquear a linha e o IMEI, além de alertas de uso. Já a TIM conta com o serviço Protege Tudo, que combina antivírus, backup em nuvem e bloqueio remoto, além da possibilidade de travar rapidamente a linha pelo aplicativo da operadora.

Seguro de celular: quando considerar

Para quem quer proteção extra, o seguro pode ser um aliado. Planos oferecidos por operadoras e seguradoras independentes costumam cobrir roubo e furtos qualificados, e alguns incluem danos acidentais ou contato com líquidos. Antes de contratar, é importante analisar franquias, limites de cobertura e valores mensais.

Cuidados durante a festa

Além das configurações técnicas, o comportamento conta muito. Evitar bolsos traseiros, usar bolsas fechadas e mantidas à frente do corpo e não manusear o celular por longos períodos em locais cheios são atitudes simples que reduzem riscos.

Quem pretende registrar os momentos pode considerar levar um aparelho secundário ou até uma câmera simples, diminuindo o impacto caso algo aconteça.

Se o celular for levado

Em caso de roubo ou perda, agir rápido faz diferença. Usar imediatamente os serviços de localização para bloquear ou apagar os dados é o primeiro passo. Depois, é essencial contatar a operadora para bloquear a linha e o IMEI, impedindo o uso do aparelho na rede.

Registrar boletim de ocorrência também é necessário, tanto para questões legais quanto para acionar seguros. Por fim, trocar senhas de e-mails, redes sociais e avisar instituições financeiras ajuda a evitar novos prejuízos.

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