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Apple proíbe apps de chat anônimo e aleatório na App Store e endurece regras de segurança

Nova política do iOS impede aplicativos sem cadastro ou identificação e mira proteção de usuários, especialmente menores de idade

Aplicativos de conversas virtuais que operam de forma aleatória, sem exigência de cadastro ou identificação dos usuários, deixaram de ser permitidos na App Store. A Apple atualizou recentemente as diretrizes de segurança da loja de aplicativos do iOS e passou a restringir esse tipo de serviço em sua plataforma.

Com a mudança, não será mais possível baixar ou instalar ferramentas que criam salas privadas de bate-papo entre pessoas desconhecidas, inclusive aquelas que utilizam câmera e microfone para interação em tempo real. Além disso, novos aplicativos com esse formato não deverão mais ser aprovados para o catálogo da loja em dispositivos iPhone e iPad.

Serviços populares em anos anteriores, como o Chatroulette — que ganhou grande notoriedade na década passada — e o Omegle, já descontinuado, se enquadram nessa categoria agora vetada. Ainda assim, não está totalmente definido se a nova regra também afetará plataformas com usos específicos, como o Bitchat, que vem sendo utilizado em protestos em regiões sob regimes autoritários ou com risco de interrupção do acesso à internet.

O que muda com a nova regra da App Store

A Apple não apresentou uma justificativa detalhada para a atualização das diretrizes neste momento. No entanto, a medida é interpretada como um reforço na proteção de usuários, especialmente menores de idade, que podem estar mais expostos a conteúdos impróprios ou a situações de risco, como assédio e outras práticas abusivas nesses ambientes.

Com as novas regras, aplicativos classificados como “chats anônimos ou aleatórios” passam a integrar o mesmo grupo de serviços que já eram proibidos na App Store. Entre eles estão plataformas com conteúdo gerado por usuários voltado majoritariamente à pornografia, aplicações que promovem a objetificação de pessoas reais — como rankings baseados em aparência física —, além de serviços associados a ameaças físicas ou práticas de bullying.

Para obter aprovação na loja, os aplicativos precisam cumprir exigências mínimas, como oferecer mecanismos de denúncia de conteúdos ofensivos e implementar filtros capazes de barrar materiais sugestivos ou inadequados, reforçando o controle e a segurança dentro da plataforma.

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