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Projeto que isenta notebooks trazidos do exterior avança na Câmara dos Deputados

Proposta quer incluir notebooks como itens de uso pessoal e eliminar a cobrança de imposto de importação para viajantes

Um projeto de lei que propõe isentar notebooks trazidos do exterior do pagamento de imposto de importaçãoavançou na Câmara dos Deputados após aprovação na Comissão de Desenvolvimento Econômico. A iniciativa busca atualizar a legislação brasileira para reconhecer os computadores portáteis como itens de uso pessoal, acompanhando a realidade atual de trabalho, estudo e mobilidade digital.

Atualmente, dispositivos como celulares e relógios já são tratados como bens pessoais e não sofrem tributação quando trazidos por viajantes. Os notebooks, no entanto, continuam sujeitos à cobrança de impostos caso ultrapassem a cota de isenção estabelecida pela Receita Federal. O texto em análise pretende corrigir essa diferença, permitindo que notebooks novos ou usados sejam incluídos entre os itens isentos, desde que não haja indícios de finalidade comercial.

O projeto altera as regras da chamada bagagem acompanhada, deixando claro que computadores portáteis compatíveis com a duração e o perfil da viagem podem ser trazidos ao país sem tributação adicional. A proposta também prevê a possibilidade de isenção para notebooks adquiridos como presente, desde que respeitados os critérios legais.

O substitutivo aprovado foi apresentado pelo relator da matéria, deputado Zé Adriano (PP-AC), e ajusta o conteúdo do Projeto de Lei nº 2204/25, de autoria do deputado Dr. Jaziel (PL-CE). Segundo os parlamentares, a medida traz mais segurança jurídica e reduz interpretações divergentes nas fiscalizações alfandegárias.

Para continuar tramitando, o texto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado sem alterações nessas etapas, poderá seguir diretamente para o Senado Federal. Se houver mudanças, a proposta retorna à Câmara para nova deliberação.

Se o projeto for aprovado em definitivo e sancionado, a nova regra poderá reduzir custos para viajantes, além de simplificar os procedimentos de entrada no país, beneficiando profissionais, estudantes e consumidores que dependem de notebooks no dia a dia.

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