
Dados consolidados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que o Brasil encerrou 2025 com aproximadamente 57,8 milhões de acessos ativos em redes 5G. O número representa um avanço de 45,2% na comparação com dezembro de 2024, evidenciando a rápida adoção da tecnologia no país.
A expansão da base de usuários ao longo de 2025 foi puxada principalmente pelas grandes operadoras móveis, responsáveis pela maior parte das adições líquidas no período. A Vivo liderou o volume de novos clientes conectados ao 5G, seguida pela Claro. A TIM também registrou crescimento, porém em ritmo inferior ao de suas principais concorrentes.
Em termos de participação no mercado móvel, as principais operadoras concentraram mais de 94% dos acessos no Brasil em 2025, reforçando a elevada concentração do setor. Vivo e Claro mantiveram as maiores fatias, enquanto a TIM aparece logo atrás, com presença relevante em todo o território nacional. Operadoras regionais e entrantes somam participação menor, mas seguem ampliando sua base em nichos específicos.
Expansão regional do 5G
O avanço do 5G foi observado em todas as regiões do país ao longo de 2025. Sudeste, Nordeste e Sul lideraram em volume de novos usuários, com destaque para o Nordeste e o Sul, que apresentaram os maiores percentuais de crescimento. A expansão ocorreu não apenas nas capitais, mas também em cidades médias, inclusive em áreas onde operadoras regionais já contam com infraestrutura própria de telecomunicações.
Panorama do 4G e tecnologias legadas
Segundo a Anatel, o Brasil contabilizou 270,2 milhões de acessos móveis em dezembro de 2025, o que representa um crescimento de cerca de 2,6% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar de seguir como a tecnologia predominante, o 4G respondeu por aproximadamente 66% do total, com cerca de 178,6 milhões de acessos, percentual inferior ao registrado no ano anterior.
O 5G, por sua vez, já representou pouco mais de 21% das conexões móveis, com cerca de 58,2 milhões de acessos. As tecnologias mais antigas continuaram em trajetória de queda: o 3G respondeu por aproximadamente 5,5% da base, enquanto o 2G ficou em torno de 6,8%.
Na comparação com o fim de 2024, os dados mostram uma redução consistente da participação do 4G, que naquele momento concentrava cerca de 70,7% dos acessos móveis. O crescimento acelerado do 5G reflete a migração gradual dos usuários para tecnologias mais recentes, movimento acompanhado pela diminuição contínua dos acessos em redes legadas.
Os números reforçam que, embora o 4G ainda lidere em volume absoluto de conexões no Brasil, sua participação vem recuando diante da rápida expansão do 5G. Em menos de um ano, a base da nova geração cresceu mais de 33% em termos absolutos, ampliando de forma significativa sua representatividade no total de acessos móveis do país.



