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MED 2.0 do Pix entra em vigor e reforça rastreamento de transferências contra fraudes

Novo sistema do Banco Central passa a ser obrigatório e permite acompanhar valores desviados entre várias contas

O suporte ao novo sistema de rastreamento do Pix passou a ser obrigatório a partir desta segunda-feira (2). A mudança viabiliza o funcionamento integral do Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, ferramenta criada para acompanhar a movimentação de valores entre diferentes contas em casos de fraude.

Com a nova regra, todas as instituições financeiras e de pagamento que operam o Pix precisam adotar o MED 2.0. O Banco Central definiu um período de adequação até maio, durante o qual bancos e fintechs poderão concluir ajustes técnicos e estabilizar os serviços.

Em vigor desde 2025, o MED 2.0 integra um sistema mais avançado de rastreamento de transferências. A iniciativa tem como principal objetivo combater a chamada pulverização de recursos, prática utilizada por criminosos para distribuir valores roubados entre várias contas de terceiros, dificultando a recuperação do dinheiro.

Como funciona o MED 2.0

O MED 2.0 é uma evolução do Mecanismo Especial de Devolução lançado em 2021. Desde sua criação, a ferramenta permite que vítimas de golpes solicitem o bloqueio e a eventual devolução de valores transferidos por meio do Pix.

Na versão anterior, o bloqueio se restringia à primeira conta que recebia o dinheiro. Golpistas exploravam essa limitação ao transferir rapidamente os valores para outras contas, escapando do congelamento dos recursos.

Com a nova versão, essa brecha é reduzida. O sistema passa a marcar a transação suspeita e a rastrear todo o percurso do dinheiro, permitindo o bloqueio dos valores em qualquer ponto da cadeia de transferências.

Principais novidades do MED 2.0

O novo modelo traz mudanças importantes para o combate a fraudes no Pix, entre elas:

  • Botão de contestação obrigatório nos aplicativos das instituições financeiras, permitindo a denúncia de transações suspeitas sem a necessidade de atendimento humano;

  • Bloqueio automático e preventivo ao longo de toda a cadeia de transferências associadas à fraude;

  • Prazo de até sete dias para a devolução dos valores contestados.

As alterações devem tornar o processo mais simples e previsível para o consumidor. Para o usuário final, a principal mudança perceptível será a presença do botão de contestação no aplicativo do banco, embora a forma de implementação possa variar conforme a instituição.

O Banco Central reforça que o Pix continua sendo um meio de pagamento instantâneo e, em regra, irreversível. O MED é um mecanismo excepcional, de uso exclusivo em casos de fraudes comprovadas, com o objetivo de aumentar a segurança e a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.

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