
Desde que comecei a escrever nesse espaço aqui do Café, venho analisando o perfil do nosso leitor, visando sempre me conectar ao máximo com quem nos lê. Afinal, a palavra bem dita só encontra sentido se tem alguém que tenha disposição e necessidade de ler.
Considerando que estamos falando aqui no café com toda a sorte de profissional da área de tecnologia da informação, proteção de dados e gestão de riscos de vazamento de informações, e que tais profissionais normalmente tem a tendência a atuar como MEI ou como empresas de pequeno porte, merece destaque pontuar alguns eventos relacionados a contabilidade desses empresários e eventuais armadilhas legais e até de tentativa de roubo de informações ocasionadas pelo desconhecimento do público em geral do dia a dia do relacionamento com o fisco.
Recentemente um parceiro de negócios do meu escritório recebeu um e-mail da “receita federal” alegando que ele tinha um MEI com atraso nas declarações, citando o nome correto das obrigações e direcionando o mesmo a um botão onde ele poderia se “auto regularizar”. Já um cliente nosso, dias atrás recebeu uma guia de simples nacional de mais de R$ 15 mil, sem ter faturamento nem próximo de gerar tal tributação e sem que a contabilidade tivesse conhecimento de tal evento, e a guia enviada imitava perfeitamente o layout do DAS do simples nacional. Bem sabemos, que em tempos de controle total de transações financeiras alardeado pela mídia e pelo fisco, todo mundo que tenha o mínimo de trabalho e negócios com empresas e pessoas físicas tem medo de ser autuado pelo fisco (ainda que o latido muitas vezes seja bem maior que a mordida). Aos mais incautos, o risco de ser pego em algum golpe é imenso e pode gerar sérios comprometimentos de informações sigilosas e prejuízos financeiros.
A receita federal não manda e-mails, comunicando-se apenas via caixa postal no seu site, bem como por cartas remetidas a sede da empresa. Merece destaque também que as guias de impostos sempre devem vir de fontes confiáveis do empresário. Na dúvida sempre é bom ter acesso a um bom contador e a um bom advogado especializados no relacionamento com o fisco, sempre provocando esses profissionais para que haja compliance e conformidade fiscal, assim como até mesmo alternativas mais interessantes de planejamento tributário.
Abraço e até a próxima,



