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MicroVision supera concorrentes e faz maior oferta pelos ativos de lidar da Luminar

Proposta de US$ 33 milhões vence leilão judicial e pode acelerar o fim do processo de falência da Luminar

A Luminar recebeu uma proposta mais elevada por sua divisão de tecnologia lidar após o encerramento de um leilão judicial realizado na segunda-feira, conforme consta em um novo documento anexado ao processo de recuperação judicial da companhia.

A MicroVision, empresa com sede em Redmond, no estado de Washington, e que atua no desenvolvimento de sensores lidar próprios, apresentou uma oferta de US$ 33 milhões. O valor superou os US$ 22 milhões inicialmente apresentados pela Quantum Computing Inc., que atuava como licitante inicial. A Quantum chegou a elevar sua proposta para US$ 28 milhões, mas não avançou além disso.

Em nota divulgada na terça-feira, a MicroVision informou que a aquisição envolve ativos estratégicos, incluindo propriedade intelectual e estoques relacionados aos sensores lidar Iris e Halo, além da incorporação de profissionais-chave das áreas de engenharia e operações, bem como contratos específicos e pedidos comerciais em andamento.

Para Glen DeVos, CEO da MicroVision, o setor passa por um momento decisivo. Segundo ele, o mercado de lidar necessita de consolidação para avançar. O executivo destacou a experiência da empresa no segmento automotivo, seu histórico de entregas para aplicações de defesa e a ampliação do portfólio tecnológico como fatores que posicionam a MicroVision para liderar uma transformação no setor, impulsionando a adoção comercial e elevando os padrões de segurança.

A concretização da venda da unidade de lidar da Luminar ainda depende de autorização judicial. Uma audiência para análise do negócio está prevista para a tarde de terça-feira.

Ainda não há confirmação se Austin Russell, fundador e ex-diretor executivo da Luminar, apresentou alguma proposta pelos ativos de lidar. Por meio de sua nova empresa, a Russell AI Labs, ele tentou adquirir a companhia integralmente em outubro de 2025, antes do pedido de falência, e chegou a demonstrar interesse em participar do leilão. Até o momento, seus representantes não se manifestaram.

Durante o primeiro mês do processo de falência, Russell e a Luminar estiveram envolvidos em uma disputa judicial relacionada ao cumprimento de uma intimação. A empresa avalia possíveis medidas legais ligadas à renúncia do executivo em maio do ano passado, após uma investigação ética conduzida pelo conselho de administração. Embora Russell tenha devolvido seus computadores corporativos, ele manteve seu telefone pessoal até obter garantias de proteção de dados privados, o que levou a acusações de descumprimento da ordem judicial.

Na semana passada, Russell aceitou formalmente a intimação. Posteriormente, ele e a Luminar protocolaram uma petição conjunta definindo os termos de uma ordem de proteção para informações pessoais.

Caso a venda dos ativos de lidar seja aprovada, o processo de falência da Luminar, iniciado em dezembro, poderá ser encerrado de forma mais célere. A empresa já firmou um acordo separado para a venda de sua divisão de semicondutores à Quantum Computing Inc. por US$ 110 milhões.

Fonte: TechCrunch

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