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A Era da Resposta Instantânea: Por que a Velocidade é a Nova Fronteira da Cibersegurança

Por Edgar Zattar

O Fim da Era da Sofisticação Isolada

Por anos, o foco da cibersegurança foi combater a sofisticação. Engenharia social complexa, malwares polimórficos e ataques persistentes (APTs) eram os grandes vilões. Em 2026, o cenário mudou. Não é que os ataques deixaram de ser sofisticados; é que eles ganharam uma escala e uma velocidade sem precedentes.

O tempo entre a intrusão inicial e a exfiltração de dados ou impacto total não é mais medido em semanas, mas em minutos.

O Motor da Aceleração: A Inteligência Artificial no Lado Obscuro

O dado é alarmante: 87% dos líderes globais, segundo o World Economic Forum, já identificam a IA como o fator que mais acelera os riscos cibernéticos hoje. A IA não está apenas criando e-mails de phishing perfeitos; ela está automatizando a descoberta de vulnerabilidades e a adaptação de ataques em tempo real.

Enquanto equipes de TI operam em processos lineares e, muitas vezes, burocráticos, o atacante utiliza algoritmos que operam em paralelo. Quando um alerta chega ao SOC, a IA do atacante já pode ter pivotado por três segmentos diferentes da sua rede.

O Gargalo não é a Ferramenta, é a Decisão

Muitas empresas caem na armadilha de acreditar que mais ferramentas trazem mais segurança. No entanto, o excesso de ferramentas sem integração gera o que chamamos de “fadiga de alerta”.

A pergunta de ouro para o CISO moderno deixou de ser “Fomos atacados?” para se tornar:

“Quanto tempo levamos para detectar, decidir e conter?”

A decisão é o elo mais fraco da corrente. Se a sua tecnologia detecta uma ameaça em segundos, mas o seu processo de governança leva horas para autorizar o isolamento de uma máquina crítica, a batalha já foi perdida.

Segurança em 2026: Inteligência em Ação

Segurança agora é sobre latência. Para sobreviver a este novo ecossistema, as empresas precisam focar em três pilares:

  1. Automação da Resposta (SOAR): Reduzir a intervenção humana em eventos de baixo risco para focar no que é crítico.
  2. Visibilidade Unificada: Eliminar silos entre nuvem, endpoint e rede.
  3. Cultura de Resposta Ágil: Treinar lideranças para entender que, em caso de ataque, a velocidade de contenção é mais valiosa do que a perfeição da análise inicial.

Velocidade como Diferencial Competitivo

Em um mercado onde a confiança digital é a moeda de troca, a resiliência não é medida por quem nunca cai, mas por quem levanta (e reage) mais rápido. Em 2026, a velocidade não é apenas um diferencial técnico; é uma estratégia de sobrevivência para o negócio.

Edgar Zattar

Executivo de Tecnologia, Cibersegurança e Inovação com 23 anos de experiência liderando transformação digital, engenharia de software, infraestrutura, operações e segurança da informação, sempre conectando tecnologia, negócio e pessoas. Reconhecido entre os Top 100 executivos mais influentes de TI no Brasil por dois anos consecutivos. Premiado como Executivo de TI do Ano (IT Mídia) e vencedor do Innovation Leader Award por 3 anos seguidos.

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