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Energia barata será decisiva na corrida global da inteligência artificial, diz CEO da Microsoft

Satya Nadella afirma que custo da eletricidade definirá liderança em IA e apresenta plano para evitar impacto na conta de luz da população

O custo da energia elétrica tende a ser o principal diferencial entre os países que disputarão a liderança mundial em inteligência artificial (IA). A avaliação foi feita pelo CEO da Microsoft, Satya Nadella, durante o Fórum Econômico Mundial de 2026, realizado em Davos, na Suíça. Segundo ele, o desempenho econômico das nações estará cada vez mais ligado ao preço da eletricidade necessária para operar sistemas avançados de IA.

Na visão de Nadella, a inteligência artificial deve ser encarada como uma nova commodity global, em lógica semelhante à da energia elétrica. Países e empresas capazes de produzir e processar “tokens” — unidades básicas de processamento dos modelos de IA — a custos mais baixos e com maior eficiência ganharão vantagem competitiva significativa no cenário internacional.

Microsoft quer assumir custos para proteger consumidores

Para evitar que a expansão de data centers pressione as tarifas de energia residencial, a Microsoft lançou a iniciativa “Community-First AI Infrastructure”. O plano prevê que a própria empresa arque com tarifas de eletricidade mais elevadas, impedindo que os investimentos em linhas de transmissão e subestações sejam repassados às contas de luz da população.

A proposta surge em meio a um ambiente de crescente pressão política. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido que as grandes empresas de tecnologia sejam responsáveis pelos custos energéticos que geram. O alerta é urgente: projeções indicam que o consumo de energia dos data centers voltados à IA pode triplicar até 2035.

Para sustentar essa demanda sem comprometer o fornecimento ou elevar a inflação, o setor vem ampliando investimentos em fontes alternativas, como a energia nuclear. Além disso, as próprias ferramentas de IA estão sendo usadas para otimizar o uso de água e reduzir o gasto energético no resfriamento dos servidores.

Data centers como aliados das comunidades

O plano da Microsoft também busca reposicionar os data centers como agentes positivos nas regiões onde são instalados. A empresa se comprometeu a não solicitar benefícios fiscais, permitindo que a arrecadação local seja direcionada a áreas como educação e saúde.

Outro ponto central da iniciativa é a capacitação da mão de obra local. A companhia promete oferecer programas de treinamento para preparar moradores das comunidades para os novos postos de trabalho gerados pela expansão da infraestrutura digital ligada à inteligência artificial.

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