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Supercomputador da Petrobras: como o Harpia revoluciona a exploração de petróleo no Brasil

Com poder equivalente a milhões de dispositivos, o supercomputador Harpia acelera análises sísmicas, simulações 3D e decisões estratégicas na exploração do pré-sal

Enquanto um computador convencional é capaz de rodar jogos pesados, editar vídeos ou renderizar projetos em 3D, um supercomputador vai muito além: ele realiza bilhões de operações simultâneas para resolver cálculos extremamente complexos. É exatamente esse nível de desempenho que levou a Petrobras a investir nesse tipo de tecnologia, com o objetivo de tornar a exploração e a extração de petróleo mais eficientes, seguras e precisas.

De acordo com a própria Petrobras, o supercomputador Harpia tem um poder de processamento equivalente ao de cerca de 10 milhões de celulares ou 200 mil notebooks. Mas qual é, na prática, o papel dessa máquina nas etapas de localização e extração do petróleo? Entenda a seguir.

Por que a Petrobras investiu em um supercomputador

Batizado de Harpia, o supercomputador da Petrobras foi projetado para lidar com volumes massivos de dados e executar bilhões — ou até trilhões — de cálculos por segundo. Diferentemente de máquinas convencionais, ele se enquadra na categoria de hardware de altíssimo desempenho, essencial para aplicações científicas e industriais de grande escala.

Embora se saiba que o petróleo está localizado abaixo do solo terrestre e do fundo dos oceanos, a extração não é um processo simples. Não basta posicionar equipamentos e iniciar a perfuração. Antes disso, é necessário compreender com precisão o ambiente geológico onde a operação será realizada.

Tecnologia para reduzir riscos e aumentar eficiência

A exploração de petróleo exige o uso intensivo de tecnologia para identificar onde estão os reservatórios, a que profundidade se encontram, quais são as condições de pressão e temperatura, como é o terreno e quais riscos geológicos podem estar envolvidos. Tudo isso passa por simulações computacionais avançadas, análises de dados sísmicos e modelagens extremamente complexas.

É nesse ponto que o Harpia se torna indispensável. O supercomputador permite a criação de simulações científicas detalhadas, modelagens geológicas complexas e o processamento de grandes volumes de imagens sísmicas, fundamentais para a tomada de decisão antes de qualquer perfuração.

Segundo Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, a tecnologia é usada pelos geofísicos para transformar dados sísmicos em imagens altamente detalhadas do subsolo.

“É como criar um mapa 3D das camadas rochosas abaixo da superfície, com imagens muito mais nítidas e precisas das estruturas geológicas, essenciais para identificar o sistema petrolífero e potenciais reservatórios de petróleo e gás”, explica a executiva.

Impacto estratégico e investimento

O uso do supercomputador reduz significativamente o risco de imprevistos antes da execução dos planos de extração, além de acelerar a obtenção de resultados mais precisos sobre dados geológicos e geofísicos. Isso é especialmente importante em operações no pré-sal e em águas ultraprofundas, onde os desafios técnicos são ainda maiores.

Além dos ganhos operacionais, a modernização tecnológica fortalece a posição da Petrobras no cenário global, aumentando sua competitividade e abrindo espaço para novas parcerias e oportunidades de negócios.

O supercomputador Harpia entrou em operação em novembro de 2025, pesa cerca de 50 toneladas, possui aproximadamente 50 metros de comprimento e representou um investimento de cerca de R$ 435 milhões.

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