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Tela Brasil: governo esclarece lançamento da plataforma pública de streaming prevista para 2026

Serviço gratuito reunirá centenas de produções nacionais, terá acesso via gov.br e está em fase final de testes

O governo federal esclareceu que o Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming voltada ao audiovisual nacional, ainda não foi lançado oficialmente. O serviço segue em fase final de testes e tem estreia prevista para o primeiro trimestre de 2026.

A repercussão em torno do projeto aumentou após informações indicarem que o aplicativo estaria disponível para dispositivos Android. Em nota, o Ministério da Cultura (MinC) afirmou que a plataforma ainda não pode ser acessada pelo público em geral e que o anúncio oficial de lançamento será feito exclusivamente pelos canais institucionais.

Acesso facilitado com login gov.br
O Tela Brasil funcionará no modelo de vídeo sob demanda (VOD) e permitirá acesso gratuito ao catálogo por meio de login com a conta gov.br. A proposta é simplificar o uso e concentrar, em um único ambiente digital, produções brasileiras que vão de curtas-metragens a longas de grande repercussão, incluindo títulos reconhecidos em premiações internacionais.

Estão previstas versões do aplicativo para Android e iOS (iPhone), embora o serviço ainda passe por ajustes técnicos antes de ser liberado oficialmente.

Catálogo nacional e investimento público
Com investimento de R$ 4,4 milhões, o Tela Brasil é resultado de uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL). O acervo inicial deverá reunir cerca de 555 obras, selecionadas por meio de editais de licenciamento e a partir de coleções de instituições como a Cinemateca Brasileira e a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Produções brasileiras recentes de destaque, como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, são citadas como exemplos de títulos que devem integrar a plataforma.

Democratização do acesso ao cinema brasileiro
Além de ampliar as opções de entretenimento, o projeto tem como objetivo democratizar o acesso à cultura, alcançando públicos que enfrentam limitações para frequentar salas de cinema ou contratar serviços pagos de streaming. A iniciativa também busca valorizar a diversidade regional e identitária do país, usando o ambiente digital como ferramenta de formação de público e preservação da memória audiovisual brasileira.

Ao investir nesse espaço, o governo pretende converter o atual reconhecimento internacional do cinema nacional em maior consumo interno e fortalecimento da produção cultural no país.

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