HEALTHNews
Tendência

Como famílias podem equilibrar o uso de telas nas férias escolares

Especialista em educação digital traz orientações e dicas para estabelecer limites e fortalecer o diálogo com crianças e adolescentes

Nas férias escolares, aumenta o tempo que os jovens passam diante das telas e, com ele, a preocupação de famílias e educadores. Para a Codifica, edtech especializada em educação digital e formação de professores, o período de recesso pode ser mais do que um motivo de alerta: é também uma oportunidade estratégica para fortalecer vínculos e construir rotinas digitais mais equilibradas.

Dados internacionais colocam o Brasil entre os países com maior tempo médio diário de exposição a dispositivos digitais, ultrapassando nove horas por dia. Na avaliação da pedagoga e analista de marketing da Codifica, Kátia Vielitz, a abordagem mais eficaz não passa pela simples proibição, mas pela oferta de alternativas reais no cotidiano. “Atividades como brincar junto, incentivar a leitura, propor jogos coletivos, estimular a prática de esportes, envolver crianças e adolescentes em tarefas domésticas e planejar passeios em família ajudam a equilibrar o tempo online e offline”, destaca.

Outro ponto central ressaltado pela especialista da Codifica é o papel do exemplo dos adultos. “Crianças e adolescentes observam como pais e responsáveis usam o celular. O comportamento adulto educa mais do que qualquer regra”, reforça Kátia.

Limites com recursos tecnológicos
Ferramentas de controle de tempo de tela e supervisão podem ser aliadas importantes no apoio à autorregulação de crianças e adolescentes. No TikTok, por exemplo, responsáveis podem utilizar recursos como o Family Pairing para definir limites de uso diário, bloquear o acesso em horários específicos e acompanhar interações das contas.

No Instagram, há ferramentas voltadas à supervisão de contas de menores, incluindo limites de tempo e notificações de bem-estar que incentivam pausas no uso. Já nos próprios sistemas operacionais, o Google Family Link, no Android, permite definir limites diários de tempo de tela, programar períodos de descanso e gerenciar aplicativos individualmente, contribuindo para a criação de rotinas mais equilibradas.
“Esses recursos podem apoiar a construção de hábitos saudáveis, mas funcionam melhor quando combinados com conversas abertas sobre motivos, escolhas e limites. Ensinar crianças e adolescentes a reconhecer riscos, compreender consequências e equilibrar o uso da tecnologia preparam para uma realidade em que o digital faz parte da vida social, educacional e profissional”, explica Kátia.

Dicas para um uso saudável das telas

* Estabeleça limites claros e combinados
Defina horários sem celular, como durante as refeições ou antes de dormir. Esses acordos ajudam a criar rotinas mais equilibradas e favorecem a autorregulação.
* Crie experiências fora da tela
Planeje atividades que deem sentido ao tempo offline, como esportes, passeios, brincadeiras, projetos em família ou novos hobbies.
* Converse com curiosidade e sem julgamento
Pergunte o que seu filho faz online, quais aplicativos utiliza e com quem interage. A escuta aberta fortalece a confiança e amplia a proteção.

Guia oficial como referência

A Codifica também recomenda o guia “Crianças, Adolescentes e Telas”, do Governo Federal, que orienta famílias, escolas e educadores sobre o uso equilibrado e responsável das tecnologias digitais. O documento reforça que o cuidado no ambiente digital é uma responsabilidade compartilhada entre família, escola, empresas e poder público.

Sobre a Codifica:

A Codifica desenvolve programas educacionais voltados à tecnologia, inovação e pensamento computacional, com atuação em todas as etapas da educação, da Educação Básica à qualificação profissional. Por meio de parcerias com instituições públicas, privadas e sociais, a organização impacta regularmente milhares de pessoas em todo o país. Sua principal frente está na Educação Básica, atendendo mais de 16 mil estudantes em cerca de 80 instituições de ensino parceiras, distribuídas em mais de 11 estados brasileiros, além de projetos voltados à inclusão digital, empregabilidade e formação para o mundo do trabalho.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo