
A Replit, startup de programação com inteligência artificial, agora permite que usuários criem e publiquem aplicativos móveis para a Apple, utilizando apenas comandos em linguagem natural – a mais recente evolução na chamada programação intuitiva.
Segundo publicação da empresa em seu blog na quinta-feira, o recurso de Aplicativos Móveis permite que criadores e pequenas empresas transformem ideias em apps funcionais em minutos e os publiquem na App Store em poucos dias. A integração com o Stripe também possibilita monetização direta dos aplicativos.
Uma fonte informou à CNBC que a Replit está próxima de uma nova rodada de financiamento, que avaliaria a empresa em US$ 9 bilhões, um salto significativo desde sua avaliação de US$ 3 bilhões em setembro de 2025.
Como funciona
A plataforma permite criar apps por instruções simples. Por exemplo, se um usuário disser: “crie um aplicativo que rastreie as 10 maiores empresas de capital aberto por valor de mercado”, a Replit gera o aplicativo completo, incluindo interface funcional e ambiente para teste.
A programação intuitiva (Vibe coding) tem se destacado desde o boom da IA generativa, impulsionada por produtos como o Claude Code, da Anthropic, que atingiu US$ 1 bilhão em receita anualizada em apenas seis meses. Outras startups promissoras no setor incluem a Anysphere, criadora do Cursor, avaliada em US$ 29,3 bilhões, e a europeia Lovable, avaliada em US$ 6,6 bilhões.
Mercado e impacto financeiro
Com o crescimento da programação por IA, ações de empresas de software têm sofrido pressão. O ETF iShares Expanded Tech-Software Sector, que inclui Salesforce, Adobe e ServiceNow, caiu 11% nos últimos três meses, refletindo preocupações dos investidores com riscos associados a agentes de IA e produtos de codificação automatizada.
Publicação na App Store e alertas de segurança
Antes de serem publicados, os apps criados com Replit passam pela análise rigorosa da Apple, que avalia 90% dos envios em menos de 24 horas.
Apesar do avanço, o software codificado por IA tem sido alvo de críticas por falhas de segurança. Um estudo da startup de cibersegurança Tenzai apontou que ferramentas populares, incluindo Replit e Claude Code, lançam aplicativos com vulnerabilidades críticas, como exposição a ataques cibernéticos e falhas na proteção de senhas.



