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Investimento de US$ 250 bilhões de Taiwan em chips nos EUA impulsiona mercados e ações de tecnologia

TSMC expande operações no Arizona, prevê aumento de investimentos em 2026 e eleva otimismo em semicondutores e IA, enquanto tensões geopolíticas persistem

Na quinta-feira, os mercados receberam um raro alívio em meio à turbulência geopolítica, embora as manchetes da semana ainda refletissem dinâmicas globais mais amplas.

Um destaque foi o investimento de US$ 250 bilhões de Taiwan na produção de chips nos EUA, uma medida com caráter estratégico e comercial. O acordo prevê a redução das tarifas americanas sobre importações taiwanesas de 20% para 15%, além da eliminação completa para produtos como medicamentos genéricos e componentes de aeronaves.

Expansão da TSMC nos EUA

A TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Co.), principal fabricante mundial de chips sob encomenda, já adquiriu terrenos no Arizona e poderá expandir suas operações como parte do acordo, afirmou o secretário de Comércio Howard Lutnick à CNBC. O diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, acrescentou que a empresa considera investimentos adicionais nos EUA além dos planos atuais.

A TSMC também divulgou lucros extraordinários e anunciou aumento de sua previsão de investimentos para 2026, impulsionada pela alta demanda por chips para inteligência artificial.

Impacto nos mercados de ações

O otimismo com o setor ajudou a impulsionar os mercados globais:

  • Nos EUA, ações de empresas de semicondutores e IA, como Nvidia, Advanced Micro Devices (AMD) e Applied Materials, se destacaram.

  • Na Europa, fabricantes como ASML e ASM International lideraram a valorização.

  • O setor de tecnologia europeu caminha para fechar a semana em alta recorde, impulsionado também por dados que indicam expansão econômica da Alemanha em 2025, a primeira em dois anos.

Riscos geopolíticos

Apesar do otimismo, preços do petróleo caíram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu adiar um possível ataque ao Irã, reduzindo um risco imediato.

No entanto, tensões persistem em outras regiões. Diversos países da OTAN anunciaram o envio de tropas à Groenlândia em exercícios conjuntos no Ártico. A medida ocorre após discussões sobre a proposta dos EUA de adquirir o território dinamarquês semiautônomo, gerando inquietação entre parceiros europeus e levantando questões sobre a aliança transatlântica.

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