Meta corta 10% da equipe de laboratório de realidade virtual e diminui foco no metaverso em 2026
Empresa realoca investimentos em inteligência artificial e dispositivos vestíveis enquanto reduz gastos com realidade virtual e metaverso

A Meta Platforms anunciou a redução de aproximadamente 10% do quadro de funcionários do Reality Labs, divisão responsável pelos projetos de realidade virtual e pelas iniciativas ligadas ao metaverso. A decisão faz parte de um reposicionamento estratégico da companhia, que vem direcionando cada vez mais recursos para o desenvolvimento de inteligência artificial e novas tecnologias consideradas mais promissoras.
A medida ocorre em um momento de revisão interna sobre o papel do metaverso dentro da empresa. Apesar dos investimentos bilionários feitos nos últimos anos, a área de realidade virtual acumulou prejuízos expressivos e apresentou resultados abaixo das expectativas, o que levou a Meta a reavaliar prioridades e custos operacionais.
Com a reestruturação, equipes envolvidas em hardware, plataformas virtuais e experiências imersivas foram impactadas. Alguns projetos foram desacelerados ou encerrados, incluindo iniciativas ligadas a ambientes sociais virtuais, enquanto recursos humanos e financeiros passam a ser redirecionados para áreas estratégicas, como IA generativa, aprendizado de máquina e dispositivos vestíveis inteligentes.
Internamente, a avaliação é de que a inteligência artificial oferece retornos mais imediatos e maior potencial de integração com os principais produtos da empresa, como redes sociais, publicidade digital e ferramentas de criação de conteúdo. A Meta também aposta em óculos inteligentes e outras soluções que combinam IA com realidade aumentada, consideradas mais alinhadas às demandas atuais do mercado.
A redução no Reality Labs reflete uma tendência mais ampla no setor de tecnologia, em que grandes empresas têm buscado equilibrar apostas de longo prazo com investimentos capazes de gerar resultados concretos no curto e médio prazo. Nesse cenário, o metaverso deixa de ocupar o centro da estratégia da Meta e passa a integrar um portfólio mais amplo de inovação.
Mesmo com os cortes, a empresa afirma que não abandonou completamente seus projetos de realidade virtual e aumentada, mas sinaliza que essas iniciativas devem avançar de forma mais seletiva e integrada à estratégia de inteligência artificial, que hoje lidera os planos de crescimento da companhia.



