
Os Estados Unidos decidiram aplicar uma tarifa de 25% sobre a importação de determinados chips voltados à inteligência artificial, em uma iniciativa que reforça a estratégia do país de proteger e fortalecer sua indústria tecnológica. A medida está inserida em um acordo firmado com a Nvidia e envolve componentes considerados essenciais para aplicações avançadas de IA.
A decisão reflete a preocupação do governo americano com a dependência externa na produção de semicondutores, especialmente em um cenário de rápida expansão do uso de inteligência artificial em setores econômicos e governamentais. Autoridades avaliam que garantir maior controle sobre o fornecimento desses componentes é fundamental para a segurança econômica e tecnológica do país.
A nova tarifa incide sobre processadores de alto desempenho utilizados em data centers e sistemas de computação avançada, atingindo chips que se enquadram em critérios técnicos específicos. Ao mesmo tempo, o governo optou por manter exceções para determinados usos estratégicos, como projetos públicos, iniciativas de pesquisa e aplicações civis selecionadas, a fim de evitar impactos imediatos em áreas sensíveis.
O acordo com a Nvidia faz parte de um movimento mais amplo para estimular a produção doméstica de semicondutores, incentivando investimentos em fábricas e infraestrutura tecnológica dentro do território americano. A expectativa é que a política contribua para reduzir vulnerabilidades na cadeia global de suprimentos e aumentar a competitividade da indústria local.
Especialistas apontam que a medida pode gerar reflexos no mercado internacional de tecnologia, com possíveis efeitos sobre preços e disponibilidade de componentes. Ainda assim, o governo dos EUA sinaliza que a tarifação é apenas uma das etapas de uma estratégia de longo prazo voltada à consolidação do país como referência na produção de chips de inteligência artificial.



