
O Brasil está traçando um plano para captar cerca de R$ 100 bilhões em investimentos com o objetivo de entrar com mais força na disputa pelo mercado global de minerais estratégicos, essenciais para tecnologias avançadas e transição energética. A iniciativa envolve ações do setor público e privado para estimular a exploração, processamento e industrialização desses recursos, reconhecidos como cruciais para a competitividade em longo prazo.
Minerais estratégicos — como lítio, níquel, cobalto e terras raras — ganharam destaque devido à alta demanda por produtos tecnológicos, como baterias de veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e componentes industriais de alto valor agregado. A expectativa é que projetos bem estruturados nesse segmento possam impulsionar a economia e gerar empregos, além de reduzir a dependência de importações.
Entre as propostas em discussão estão incentivos fiscais, aprimoramento da regulação, estímulo à pesquisa mineral e parcerias com investidores estrangeiros para trazer capital e tecnologia ao setor. Autoridades e especialistas apontam que o Brasil possui reservas significativas desses minerais, mas ainda enfrenta desafios para transformar esse potencial em produção competitiva no mercado internacional.
A estratégia também considera a criação de um ambiente mais atraente para investimentos, com segurança jurídica e políticas que incentivem a cadeia de valor completa — da pesquisa geológica à industrialização. O objetivo é posicionar o país entre os líderes mundiais de fornecimento de matérias-primas essenciais para setores como energia, mobilidade elétrica e tecnologia de ponta.
Analistas ressaltam que o movimento pode representar uma oportunidade histórica para diversificar a economia brasileira, tradicionalmente dependente de commodities menos sofisticadas. Além disso, a entrada no mercado de minerais estratégicos está alinhada com as tendências globais de sustentabilidade e inovação, tema que tem mobilizado governos e empresas ao redor do mundo.



