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Vivo e TIM devem crescer em receita e EBITDA no 4º trimestre de 2025, apontam XP e BTG

Relatórios destacam desempenho operacional estável, avanço do pós-pago e disciplina de custos nas operadoras

A XP Research e o BTG Pactual projetam que a Telefônica Brasil (Vivo) e a TIM devem registrar crescimento de receita e EBITDA no quarto trimestre de 2025, impulsionadas por desempenho operacional consistente e controle de despesas. As estimativas constam em relatórios divulgados recentemente pelas instituições financeiras. Os resultados oficiais serão apresentados em 10 de fevereiro, no caso da TIM, e em 23 de fevereiro, para a Vivo.

Segundo a XP, a Vivo deve encerrar o trimestre com receita líquida de R$ 15,5 bilhões, avanço de 6,4% na comparação anual. A receita de serviços móveis é estimada em R$ 9,82 bilhões, crescimento de 6,7%, apoiado pela migração de clientes para planos pós-pagos e por adições líquidas positivas. No segmento fixo, a projeção é de R$ 4,43 bilhões, alta de 5,4%, enquanto a venda de aparelhos deve atingir R$ 1,27 bilhão, com crescimento de 7,6%.

O EBITDA da Vivo é estimado em R$ 6,38 bilhões, aumento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem, no entanto, pode sofrer pressão devido à base de comparação elevada do quarto trimestre de 2024, quando a empresa registrou R$ 531 milhões em receitas pontuais ligadas à migração regulatória. O lucro líquido projetado é de R$ 1,71 bilhão, o que representa queda de 3,1% na comparação anual.

O BTG Pactual também mantém uma visão positiva para a Vivo, destacando a retomada do crescimento da receita de serviços móveis, projetada em 6,5% na base anual. O banco observa que o quarto trimestre de 2024 apresentou um recuo atípico na MSR em relação ao trimestre anterior, criando uma base de comparação mais favorável. A instituição estima receita total de R$ 15,6 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 6,68 bilhões, com margem de 42,9%, sustentada por receitas extraordinárias relacionadas à venda de ativos após a migração do regime de concessão para autorização. O fluxo de caixa operacional é estimado em R$ 3 bilhões.

Para a TIM, a XP projeta receita líquida de R$ 6,91 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita de serviços móveis deve avançar 4,7%, impulsionada principalmente pelo segmento pós-pago, estimado em R$ 4,3 bilhões, alta de 10,8%. Em contrapartida, a receita do pré-pago deve recuar 7,7%, enquanto a venda de aparelhos deve somar R$ 275 milhões, queda de 4,3%.

O EBITDA da TIM é projetado em R$ 3,55 bilhões, crescimento de 6%, com margem de 51,3%. O lucro líquido deve alcançar R$ 1,10 bilhão, alta de 4,2%, influenciado por uma base de comparação desfavorável, já que no quarto trimestre de 2024 a empresa se beneficiou de uma alíquota de imposto reduzida.

Na avaliação do BTG, a principal alavanca da TIM no período é a forte disciplina de custos. O banco projeta EBITDA de R$ 3,6 bilhões, avanço de 8% na comparação anual, e margem de 52,2%, com expansão de 180 pontos-base frente ao quarto trimestre de 2024. O desempenho é atribuído à estabilidade das despesas operacionais, enquanto o fluxo de caixa operacional deve atingir R$ 1,5 bilhão, crescimento de 23%.

Para 2026, o BTG avalia que o setor de telecomunicações no Brasil deve apresentar crescimento de receita em linha ou ligeiramente acima da inflação, com expansão de margens e investimentos estabilizados. A instituição estima que a Vivo distribua cerca de R$ 8,7 bilhões em dividendos, juros sobre capital próprio e recompra de ações, enquanto a TIM deve distribuir aproximadamente R$ 4,8 bilhões, com yields próximos de 8% e 9%, respectivamente.

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