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Boeing supera Airbus em encomendas e lidera vendas de aeronaves pela primeira vez desde 2018

Fabricante registra 1.173 pedidos líquidos em 2025 e sinaliza retomada após anos de crise e atrasos na produção

A Boeing registrou encomendas líquidas de 1.173 aeronaves ao longo do ano passado, superando a Airbus em vendas pela primeira vez desde 2018. O resultado é visto como mais um indicativo do processo de recuperação da fabricante norte-americana após um período marcado por acidentes fatais, interrupções na produção e dificuldades operacionais.

Em dezembro, a Boeing entregou 63 jatos comerciais a seus clientes, elevando o total anual para 600 aeronaves — o maior volume de entregas da companhia nos últimos sete anos. Do total entregue no mês, 44 unidades foram do modelo 737 Max, segundo informou a empresa.

Apesar do avanço da Boeing, a Airbus manteve a liderança em número de entregas no acumulado do ano, com 793 aeronaves. O volume, no entanto, ficou abaixo do recorde histórico de 863 aviões entregues pela fabricante europeia em 2019. Para 2025, a Airbus contabilizou 889 encomendas líquidas.

O setor ainda enfrenta desafios relacionados a motores e gargalos na cadeia de suprimentos, fatores que continuam impactando o ritmo de produção e atrasando entregas. Essas entregas são especialmente relevantes para os fabricantes, já que a maior parte do pagamento das aeronaves ocorre no momento em que os aviões são repassados às companhias aéreas.

Somente no último mês do ano, a Boeing registrou 174 pedidos líquidos, incluindo mais de 100 aeronaves do modelo 737 Max encomendadas pela Alaska Airlines, conforme anunciado recentemente pela companhia aérea sediada em Seattle. Além disso, a Delta Air Lines informou que fez um pedido mínimo de 30 unidades do Boeing 787 Dreamliner, marcando sua primeira encomenda desse modelo de fuselagem larga.

As entregas dos novos Dreamliners estão previstas para o início da década de 2030, refletindo a estratégia das companhias aéreas de assegurar contratos de longo prazo para substituir frotas antigas e sustentar planos de expansão futura.

A Boeing deve detalhar seu plano de produção e comentar o desempenho operacional durante a divulgação dos resultados trimestrais, marcada para o dia 27 de janeiro.

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