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Stegra fecha primeiro contrato para aço verde com a Thyssenkrupp e avança em projeto movido a hidrogênio

Startup sueca garante cliente para aço não-prime e busca concluir financiamento bilionário para iniciar operações industriais

A startup sueca de aço Stegra anunciou que firmou um acordo com a Thyssenkrupp Materials Processing Europe para o fornecimento de aço não-prime produzido em sua futura planta movida a hidrogênio, localizada no norte da Suécia. O contrato marca o primeiro cliente confirmado da empresa para esse tipo de material, cuja produção está prevista para começar nos próximos anos.

Em outubro, a Stegra havia informado ao mercado que buscava um financiamento adicional de US$ 1,1 bilhão para finalizar a construção da usina, mas ainda não divulgou a conclusão do aporte. Segundo um porta-voz da companhia, as negociações seguem em andamento, com expectativa de serem finalizadas no primeiro trimestre.

Pelo acordo assinado, a Thyssenkrupp Materials Processing Europe — unidade do conglomerado industrial alemão Thyssenkrupp — passará a adquirir volumes relevantes de aço não-prime a partir de 2027. O material será destinado ao abastecimento de clientes de diferentes segmentos industriais em toda a Europa.

O aço não-prime é considerado um subproduto que não atende aos requisitos mais elevados exigidos por aplicações específicas, mas mantém resistência e durabilidade suficientes para uma ampla gama de usos industriais. Para a Stegra, garantir um comprador para esse tipo de produto é um passo estratégico na ampliação da capacidade produtiva da siderúrgica.

“Ter um parceiro para o aço não-prime é fundamental para o ramp-up da nossa produção e enxergamos esse acordo como o início de uma colaboração de longo prazo”, afirmou Stephan Flapper, diretor comercial da Stegra, em comunicado.

A inauguração da fábrica, inicialmente prevista para este ano, foi adiada e agora está programada para 2027. A Stegra, anteriormente conhecida como H2 Green Steel, integra um conjunto de iniciativas que sustentam a ambição da Suécia de liderar a transição industrial verde na Europa, beneficiando-se do acesso a eletricidade renovável, abundante e de baixo custo.

Apesar desse cenário favorável, o setor enfrenta obstáculos relevantes. Projetos de aço verde em diferentes países europeus têm sido adiados ou encontram dificuldades financeiras, em parte devido ao alto custo de investimento e ao caráter ainda emergente da tecnologia. No caso sueco, os desafios incluem a recente falência da fabricante de baterias Northvolt e entraves no financiamento de grandes projetos industriais.

“Esta parceria representa um movimento inovador para a indústria siderúrgica”, afirmou um porta-voz da Stegra. “A Alemanha, que não dispõe da mesma oferta de eletricidade verde e barata que temos no norte da Escandinávia, busca caminhos complementares para sua transformação industrial, e este acordo é um exemplo claro dessa estratégia.”

Fonte: Reuters

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