
Uma maioria qualificada dos países da União Europeia (UE) aprovou, nesta sexta-feira (9), o acordo de livre comércio com o Mercosul, negociado há mais de 25 anos e alvo de críticas do setor agropecuário europeu, especialmente da França. A informação foi confirmada por fontes diplomáticas à AFP. A decisão ainda precisa ser formalmente ratificada pelos governos dos 27 Estados-membros, o que deve ocorrer nas próximas horas.
Com a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, está autorizada a viajar a Assunção na próxima segunda-feira (12) para assinar o acordo comercial com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.
A votação ocorreu nesta sexta-feira, em Bruxelas, com a participação de representantes dos 27 países do bloco. Na véspera, o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill, classificou o acordo como essencial para a União Europeia, destacando sua relevância econômica, política, estratégica e diplomática.
Apesar do avanço, o tratado não entrará em vigor imediatamente. Do lado europeu, ainda é necessária a aprovação do Parlamento Europeu, que deve analisar o texto ao longo das próximas semanas. O desfecho permanece incerto, uma vez que cerca de 150 eurodeputados, de um total de 720, ameaçam recorrer à Justiça para barrar sua aplicação.
A confirmação oficial dos votos deverá ser enviada por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h em Brasília). Na quinta-feira (8), o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país votaria contra o acordo, alegando uma “rejeição política unânime” ao tratado.



