
A produção industrial brasileira permaneceu no mesmo nível em novembro, sem apresentar crescimento frente a outubro, e registrou retração de 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2024. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforça os sinais de desaceleração da atividade industrial ao final do ano.
O dado mensal, de variação nula, mostra que o setor não conseguiu sustentar um movimento de recuperação. Já o recuo na comparação anual evidencia um desempenho mais fraco e disseminado, com a maioria dos segmentos industriais operando em queda.
Entre os setores que mais pressionaram o resultado estão as indústrias extrativas, que apresentaram redução significativa, além de áreas estratégicas como a fabricação de veículos, produtos químicos e alimentos, todas com desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Esses segmentos têm grande peso na estrutura industrial e influenciam diretamente o indicador geral.
Na contramão do resultado predominante, alguns ramos conseguiram avançar em novembro. O maior destaque foi a indústria farmacêutica, que apresentou crescimento expressivo, seguida pelos setores de impressão e reprodução de gravações, produtos de metal e máquinas e equipamentos, que contribuíram para evitar um resultado ainda mais negativo.
Apesar da queda registrada em novembro na comparação anual, o acumulado do ano até o momento ainda aponta leve crescimento da produção industrial, sustentado principalmente por segmentos específicos. Ainda assim, o desempenho recente indica dificuldades para uma retomada mais consistente.
O cenário reflete desafios estruturais enfrentados pela indústria brasileira, como consumo interno mais fraco, custos de produção elevados e um ambiente econômico marcado por incertezas. A evolução desses fatores nos próximos meses será determinante para definir o ritmo da atividade industrial em 2026.



