
A Sony registrou em bases oficiais de propriedade intelectual uma patente que descreve um sistema de censura automatizada voltado a jogos eletrônicos. O documento, que ganhou repercussão em veículos especializados, apresenta uma solução baseada em inteligência artificial capaz de identificar e adaptar conteúdos considerados sensíveis durante a execução dos jogos.
Segundo a patente, o sistema analisaria simultaneamente áudio, vídeo e transcrições em tempo real. Ao identificar elementos classificados como violentos, sexuais ou ofensivos, a tecnologia poderia intervir de diferentes formas, como silenciar diálogos, desfocar imagens ou substituir trechos por versões alternativas. Com isso, um mesmo jogo poderia ser ajustado a diferentes públicos sem a necessidade de criar edições específicas para cada faixa etária.
A proposta também inclui opções de personalização para os usuários. Seria possível criar perfis individuais e definir níveis de censura conforme idade ou preferências pessoais, tornando a experiência mais flexível e permitindo que determinados títulos alcancem públicos que normalmente não teriam acesso a esse tipo de conteúdo.
A divulgação da patente chamou a atenção dos setores de tecnologia e entretenimento pelo impacto potencial nos sistemas tradicionais de classificação indicativa. Caso a solução venha a ser implementada, essas classificações poderiam se tornar mais dinâmicas e ajustáveis, permitindo que um único produto atenda diferentes exigências regulatórias e perfis de consumo.



