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Falha de segurança expôs comunicações da NASA por três anos e poderia permitir sequestro de espaçonaves

Vulnerabilidade em sistema crítico da NASA passou despercebida por revisões humanas e só foi corrigida com ajuda de inteligência artificial

Apesar de atuar em operações de altíssimo risco e exigir padrões rigorosos de segurança, a NASA manteve, por cerca de três anos, uma vulnerabilidade grave em seus sistemas. A falha deixou expostas tanto as naves da agência espacial norte-americana quanto as comunicações entre espaçonaves e a Terra, conforme aponta um relatório divulgado recentemente.

O problema foi identificado e corrigido em apenas quatro dias com o apoio de uma inteligência artificial desenvolvida pela startup californiana AISLE. Segundo o relatório, a brecha não havia sido detectada nas análises de código realizadas manualmente ao longo de todo o período em que permaneceu ativa.

Entenda os riscos

Caso a vulnerabilidade tivesse sido explorada, cibercriminosos poderiam assumir o controle de espaçonaves ou rovers em missões espaciais, além de interceptar informações altamente sensíveis. Na prática, isso poderia gerar prejuízos bilionários e comprometer a infraestrutura tecnológica da NASA.

De acordo com pesquisadores de cibersegurança da AISLE, a falha estava localizada no sistema de autenticação responsável por proteger as comunicações entre as espaçonaves e a Terra. A exploração do problema exigiria apenas credenciais de operador — dados que poderiam ser obtidos por atacantes por meio de golpes como phishing e outras técnicas de engenharia social.

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