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Senhas fracas seguem liderando ranking em 2025 e ampliam riscos de ataques digitais

Combinações simples como “123456” continuam entre as mais usadas, apesar do avanço das ameaças cibernéticas e dos alertas de especialistas

Adotar senhas simples e previsíveis no ambiente digital é comparável a proteger um patrimônio valioso com uma trava frágil. Mesmo com o avanço das tecnologias de segurança e o aumento dos alertas sobre crimes virtuais, práticas inseguras seguem amplamente disseminadas entre usuários de diferentes idades e perfis.

Dados recentes revelam que a combinação “123456” voltou a ocupar o topo da lista de senhas mais utilizadas em 2025, repetindo um comportamento que se mantém ao longo dos anos. Pesquisas realizadas por empresas especializadas em segurança digital indicam que aproximadamente um quarto das mil senhas mais populares é formado apenas por números, o que reduz drasticamente a proteção contra acessos não autorizados.

O cenário evidencia um contraste preocupante: enquanto os ataques cibernéticos se tornam mais sofisticados, muitos usuários continuam optando por credenciais fáceis de memorizar, mas igualmente fáceis de serem quebradas por ferramentas automatizadas. Esse hábito facilita vazamentos de dados, sequestro de contas e prejuízos financeiros.

O problema não se limita a um grupo específico. Levantamentos apontam diferenças de comportamento entre gerações, como geração Z, millennials, geração X e baby boomers, além de variações regionais, inclusive na América Latina e no Brasil. Ainda assim, a fragilidade das senhas aparece de forma recorrente em todos esses recortes.

No ambiente corporativo, o uso de combinações fracas representa um risco ainda maior, pois pode comprometer sistemas internos, informações sensíveis e a continuidade dos negócios. Especialistas reforçam a importância de adotar senhas longas, únicas e combinadas com autenticação em dois fatores, além do uso de gerenciadores de senhas, como medidas básicas para reduzir a exposição a ataques digitais.

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