Vivo encerra concessão da telefonia fixa em 2025 e anuncia investimento bilionário em fibra óptica
Mudança histórica no setor de telecomunicações marca o fim do modelo tradicional e reforça aposta em internet de alta velocidade, 5G e inclusão digital

O setor de telecomunicações brasileiro caminha para uma transformação profunda. A Vivo, uma das maiores operadoras do país, confirmou que encerrará oficialmente a concessão da telefonia fixa em 31 de dezembro de 2025, colocando fim a um modelo que marcou décadas da comunicação no Brasil. A decisão representa o fechamento de um ciclo histórico e a consolidação de uma nova estratégia voltada à modernização da infraestrutura digital e à ampliação da conectividade em todo o país.
Fim da concessão ocorre em alinhamento com a Anatel
O encerramento da concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) faz parte de um movimento coordenado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que vem promovendo uma ampla modernização das regras do setor. Com isso, as operadoras deixam o antigo regime de concessão pública e passam a atuar sob o modelo de autorização privada, considerado mais adequado à realidade atual do mercado.
A mudança reflete a queda acentuada no uso da telefonia fixa tradicional nos últimos anos, ao mesmo tempo em que cresce a demanda por internet de alta velocidade, serviços móveis e soluções digitais integradas.
Vivo passa a operar como prestadora privada a partir de 2026
A partir de 1º de janeiro de 2026, a Vivo deixará oficialmente o regime de concessão e passará a atuar como prestadora privada de serviços de telecomunicações. Na prática, isso significa mais flexibilidade regulatória, maior liberdade para investimentos e uma atuação mais alinhada às tendências globais do setor.
Apesar do fim da concessão, a telefonia fixa não será extinta de forma imediata. O serviço continuará sendo mantido em localidades onde ainda é considerado essencial ou onde não existem alternativas tecnológicas viáveis. Em algumas cidades, a operadora seguirá como responsável pelo serviço até, pelo menos, 2028, garantindo atendimento à população.
Investimentos de R$ 4,5 bilhões em fibra óptica e redes móveis
Como contrapartida à migração de regime, a Vivo anunciou um plano de investimento estimado em R$ 4,5 bilhões, voltado principalmente à expansão da infraestrutura de fibra óptica. Os recursos serão aplicados na construção e ampliação de redes em 121 municípios brasileiros, além da modernização do backhaul e da ampliação da cobertura móvel.
Parte dos investimentos também será direcionada à manutenção da telefonia fixa em regiões sem concorrência, à expansão das redes móveis em áreas rurais e ao atendimento de comunidades com baixa conectividade. A iniciativa busca reduzir a desigualdade digital, um dos maiores desafios estruturais do Brasil.
Estratégia digital, 5G e soluções integradas
Com o novo modelo, a Vivo pretende fortalecer sua posição como fornecedora de soluções completas de conectividade, integrando internet banda larga, telefonia móvel, serviços digitais e tecnologias emergentes. A empresa aposta na consolidação do 5G, na digitalização de serviços e no crescimento do uso de aplicativos de comunicação para impulsionar sua atuação no mercado.
A mudança regulatória também permitirá estratégias mais ágeis e competitivas, acompanhando a evolução do setor de telecomunicações no cenário internacional.
Um novo capítulo para as telecomunicações no Brasil
O fim da concessão da telefonia fixa da Vivo simboliza uma virada de página no setor de telecomunicações brasileiro. A expectativa é que o novo modelo regulatório estimule investimentos, inovação e maior eficiência, ampliando o acesso à internet de qualidade e preparando o país para os desafios da economia digital.



