
Um executivo da SpaceX afirmou que um satélite chinês chegou perigosamente perto de um satélite da constelação Starlink, levantando preocupações sobre a falta de coordenação entre operadores espaciais. Segundo Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink, nove satélites foram lançados recentemente a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China, e um deles passou a cerca de 200 metros do satélite STARLINK-6079, que operava a uma altitude de aproximadamente 560 quilômetros.
De acordo com Nicolls, não houve qualquer coordenação ou mecanismo de resolução de conflitos com satélites já em operação, o que resultou na aproximação considerada crítica. O executivo citou uma reportagem do China Daily sobre um lançamento da empresa espacial chinesa CAS Space como possível origem do incidente e reforçou que “a maior parte do risco de operar no espaço vem da falta de coordenação entre operadores de satélites”, acrescentando que esse cenário “precisa mudar”.
Enquanto isso, na Austrália, a Força de Fronteira anunciou a prisão e acusação de um homem suspeito de importar heroína e cocaína por meio de cargas aéreas. Segundo a agência, as drogas estavam escondidas em remessas identificadas como pacotes de purê de batata, cartuchos de tinta e peças de máquinas de café. O suspeito foi detido em 9 de dezembro, e a perícia em seu telefone revelou o uso de um aplicativo de mensagens criptografadas para discutir entregas em diferentes locais de Sydney.
No campo econômico e tecnológico, a Índia anunciou a atração de mais de US$ 50 bilhões em investimentos em inteligência artificial por parte de gigantes da tecnologia. A Microsoft revelou planos de investir US$ 17,5 bilhões no país ao longo de quatro anos, com foco na expansão da infraestrutura de nuvem e IA, incluindo a conclusão da região de nuvem Azure Centro-Sul da Índia, prevista para entrar em operação em meados de 2026. A empresa também informou que serviços do Azure OpenAI serão adotados por plataformas governamentais indianas que atendem mais de 300 milhões de cidadãos.
A Amazon, por sua vez, anunciou um plano de investimento de US$ 35 bilhões até 2030, voltado à digitalização impulsionada por IA, crescimento das exportações e geração de empregos. Segundo a companhia, os esforços estarão alinhados às prioridades nacionais da Índia, com foco na expansão das capacidades de inteligência artificial, melhoria da infraestrutura logística e apoio a pequenas empresas.
Já na Coreia do Sul, o CEO da gigante do comércio eletrônico Coupang, Park Dae-joon, renunciou ao cargo após um grave vazamento de dados que expôs informações pessoais de mais de 30 milhões de clientes — mais da metade da população do país. Em comunicado, a empresa informou que o executivo deixou o cargo em razão do incidente. Em uma declaração pré-gravada, Park afirmou estar “profundamente arrependido” e assumiu total responsabilidade pelo ocorrido. A Coupang nomeou Harold Rogers, diretor administrativo e conselheiro geral, como CEO interino e prometeu reforçar significativamente sua segurança da informação.
Questões relacionadas à liberdade de expressão também ganharam destaque. A organização anti-censura GreatFire.org acusou a empresa de hospedagem Vultr de remover seu site FreeWeChat.com das plataformas digitais. O site publica conteúdos que, segundo a organização, teriam sido censurados no WeChat pelas autoridades chinesas. A GreatFire alega que a decisão da Vultr ocorreu após pressões relacionadas a reclamações apresentadas em nome da Tencent, classificando o episódio como uma extensão da censura chinesa para além de suas fronteiras. Até o momento, nem a Vultr nem a empresa de segurança Group-IB comentaram o caso.
Por fim, a inteligência artificial também foi tema de debate religioso. Durante um evento organizado pela Federação das Conferências Episcopais da Ásia, intitulado “Inteligência Artificial e Desafios Pastorais na Ásia”, o cardeal Stephen Chow, de Hong Kong, afirmou em sua homilia que acredita que “a IA não vem do diabo, mas de Deus, que nos ajuda”. Outros palestrantes, no entanto, alertaram para riscos associados à tecnologia, como deepfakes, fontes não verificáveis, filtragem algorítmica e a falta de transparência nos sistemas que moldam o fluxo de informações nas plataformas digitais.



