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O iPhone sem recorte: a engenharia por trás do maior salto desde 2017

Por Guilherme Domingues

Os rumores mais recentes vindos da cadeia de fornecedores asiáticos indicam que 2027 será um marco para a linha iPhone. A Apple estaria prestes a introduzir seu primeiro modelo com câmera e sensores do Face ID totalmente sob a tela, estreando no esperado iPhone 18 Pro. Apesar de ser tratado como um simples “redesign”, a mudança envolve avanços complexos em óptica, engenharia de display e machine learning.
A solução conhecida como Under-Panel Sensor (UPS) exige que o OLED atue como transmissor e receptor. Isso significa que a tela precisará permitir a passagem de luz — em cores, ângulos e intensidades controladas sem comprometer brilho, contraste e uniformidade visual. O desafio é enorme: áreas permeáveis normalmente criam distorção de luz e ruído nas bordas, afetando diretamente a qualidade de imagem.
A Apple, ao que tudo indica, desenvolveu uma estrutura híbrida baseada em:
Substrato com maior transparência óptica na região da câmera;
Pixels reajustados para manter densidade e subpixel mais espaçados na área do sensor;

Compensação por software, usando deep learning para reconstruir detalhes perdidos pela filtragem do display.
Essa combinação pode permitir uma câmera sob a tela sem o efeito “embaçado” que vemos em marcas concorrentes.
Mas o maior obstáculo não é a câmera é o Face ID.
O sistema TrueDepth exige precisão milimétrica para projetar e ler milhares de pontos infravermelhos. Para funcionar sob o display, a Apple precisará:

Utilizar materiais com maior transmissão de IR;
Reprojetar o módulo para reduzir dispersão;
Implementar algoritmos mais robustos de mapeamento facial 3D, compensando perda de sinal causada pela camada do display.
Se essa engenharia estiver madura para produção em massa, significa que a Apple resolveu um dos maiores desafios em sensores móveis da última década.

A transição também abre portas para o futuro. Uma tela totalmente “limpa” cria espaço para:
Interfaces dinâmicas, adaptadas por software sem restrições físicas;
Integração mais profunda com AR, onde o hardware frontal deixa de ser um elemento visual;

Maior área útil para captura e sensores, justificando novos recursos de segurança biométrica.

Assim como o iPhone X inaugurou a era do notch, o iPhone 18 Pro pode inaugurar a era do display invisível, onde a tecnologia existe mas não aparece.

É um passo estético, sim. Mas, acima de tudo, é um salto de engenharia.

Guilherme Domingues

Especialista em tecnologia Apple, trabalha há mais de quatro anos com soluções premium, combinando visão estratégica, experiência e atenção aos detalhes. Também é colunista no Café com Bytes.

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