
O Google realizou uma operação para desarticular a botnet x.cpe, uma rede de dispositivos Android comprometidos que, segundo as informações divulgadas, chegou a reunir aproximadamente 1,3 milhão de aparelhos.
A investigação aponta que a ameaça utilizava um mecanismo de acesso não autorizado, conhecido como backdoor, para permitir o controle remoto de equipamentos infectados.
Entre os dispositivos potencialmente afetados estão aparelhos Android utilizados para reprodução de conteúdo e serviços de televisão pela internet.
A empresa chinesa Videostrong, sediada em Shenzhen, foi apontada pelo Google como responsável pelo desenvolvimento do mecanismo malicioso. A atribuição, porém, deve ser tratada como uma conclusão da investigação, e não como uma decisão judicial.
A dimensão do problema chama a atenção para os riscos de equipamentos comercializados com software comprometido, situação em que o usuário pode estar exposto mesmo sem instalar aplicativos suspeitos.
A investigação confirmou que o malware estava instalado no firmware dos aparelhos, ou seja, podia estar presente antes mesmo da primeira utilização.
Segundo a TrendAI, foram identificados 206 modelos afetados. Os dispositivos eram utilizados para fraudes publicitárias, roubo de informações e encaminhamento de tráfego de criminosos pela conexão de internet das vítimas.
A operação foi realizada com a participação de empresas de segurança e da polícia japonesa. O Google também rompeu relações com a Videostrong e proibiu a fabricante de fornecer dispositivos com aplicativos Google pré-instalados.
A desativação dos servidores de controle prejudicou a operação criminosa, mas não garante a remoção do malware de todos os equipamentos infectados.



