
O grande volume de alertas gerados pelas ferramentas de segurança digital está se tornando um desafio para empresas e profissionais responsáveis pela proteção de sistemas corporativos.
Um levantamento global da Splunk, empresa da Cisco, realizado com 2.058 profissionais de segurança, revelou que 59% enfrentam excesso de alertas, enquanto 55% precisam lidar com um número elevado de falsos positivos.
Outros 57% afirmaram perder tempo de investigação devido a dificuldades na gestão dos dados de segurança.
O cenário aumenta a pressão sobre os Centros de Operações de Segurança (SOC), responsáveis por monitorar ameaças, identificar comportamentos suspeitos e responder a incidentes.
Para enfrentar o problema, empresas estão ampliando o uso de plataformas SIEM, capazes de reunir e correlacionar informações de servidores, redes, aplicações e ambientes em nuvem.
A inteligência artificial também ganha protagonismo. Segundo a pesquisa, 59% dos profissionais relataram ganhos de eficiência com IA, mas apenas 11% afirmaram confiar completamente na tecnologia para executar tarefas críticas.
Na prática, ferramentas inteligentes ajudam a classificar alertas, identificar padrões suspeitos e reduzir atividades repetitivas. Entretanto, decisões envolvendo bloqueios, isolamento de equipamentos e contenção de ataques continuam exigindo supervisão humana.
O desafio das empresas deixou de ser apenas identificar ameaças. Agora, é necessário separar os alertas realmente perigosos do excesso de informações, permitindo respostas mais rápidas e eficientes.



