EventosNews
Tendência

Empresa brasileira cria plataforma de SOC que investiga alertas com agentes de IA

Evolutia desenvolveu do zero uma operação de segurança com SIEM próprio e arquitetura construída em torno da IA

São Paulo, setembro de 2026 — A Evolutia, empresa brasileira de cibersegurança, apresentou no Mind the Sec 2026, uma plataforma de Centro de Operações de Segurança (SOC) em que agentes de inteligência artificial investigam os alertas em vez de apenas classificá-los.Desenvolvida integralmente no Brasil, a plataforma inclui um SIEM próprio, responsável por coletar e correlacionar os eventos de segurança, e tem toda a arquitetura construída em torno de uma camada própria de inteligência artificial, que opera dentro da infraestrutura do SOC.

No modelo tradicional, o SIEM gera milhares de alertas por dia e cabe a analistas humanos separar o que importa do que é ruído. Grande parte do turno de um analista de primeiro nível é consumida nessa triagem, e as ferramentas de IA que chegaram ao mercado atuam, em geral, como filtros: reduzem o volume, mas não mostram por que descartaram ou escalaram um alerta.

“Filtro que ninguém consegue auditar não resolve o problema do SOC, só o esconde”, afirma Alvaro de Almeida, cofundador da Evolutia. “Nós queríamos uma IA que trabalhasse como um bom analista trabalha: levanta as evidências, chega a uma conclusão e explica o raciocínio para quem vai assinar embaixo.”

O resultado é o CONNOR, um agente de IA que trata cada alerta como um caso de investigação. Ao receber um alerta gerado pelo SIEM da plataforma, o agente consulta o próprio ambiente do cliente: a reputação do binário envolvido, a árvore de processos, o histórico do host nos últimos 30 dias, o perfil do usuário, o contexto operacional do cliente e as fontes de inteligência de ameaças.

Com as evidências reunidas, emite o parecer, benigno, suspeito ou confirmado, com um grau de confiança e as evidências que sustentam a decisão, registradas para consulta do analista e do cliente. “Alertas confirmados abrem incidente e acionam automaticamente o playbook de contenção, que isola o host, coleta a triagem forense, abre o chamado e notifica o cliente. Alertas suspeitos seguem para o analista humano já com o dossiê montado”, afirma o executivo.

A arquitetura foi desenhada para que a IA não seja a primeira nem a única barreira. O ruído conhecido, como comportamentos recorrentes já validados para cada cliente, é suprimido por regras determinísticas antes de chegar ao agente, o que reserva a capacidade de investigação para o que de fato exige julgamento.

O modelo de IA é interno à plataforma e opera sobre a infraestrutura da Evolutia, o que atende a exigências de soberania e sigilo de setores como saúde, jurídico, financeiro e administração pública, onde o envio de telemetria a serviços externos de IA é um impedimento contratual ou regulatório.

Na operação atual da Evolutia, que monitora ambientes dos setores de indústria, varejo, saúde, logística e serviços, a plataforma processa, hoje, cerca de 2 milhões de eventos de segurança por dia. Aproximadamente 25% dos alertas foram resolvidos automaticamente, sem tratamento manual de cada ocorrência.

Cada decisão mantém o parecer e a respectiva trilha de auditoria. Para os alertas investigados pelo CONNOR, o tempo mediano entre a entrada na plataforma e a emissão de um parecer conclusivo foi inferior a três minutos.

Sobre a Evolutia 

Fundada em 2015, os produtos e serviços de cibersegurança da Evolutia oferecem às organizações imunidade contra ataques cibernéticos e ajudam a proteger contra perda de dados indesejados. Com foco em soluções para desafios complexos de segurança da informação, a Evolutia prepara seus clientes para enfrentar desafios cada vez mais complexos no cenário tecnológico atual. Para saber mais, acesse: https://evolutiatec.com.br

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo