
Os data centers dos Estados Unidos poderão consumir mais gás natural do que Alemanha e Japão juntos até 2035, caso o ritmo atual de construção dessas instalações seja mantido. A projeção evidencia o crescimento da demanda energética provocado pela expansão da inteligência artificial e dos serviços digitais.
O avanço dos data centers exige grandes volumes de eletricidade para alimentar servidores, sistemas de processamento e equipamentos de refrigeração. Com o aumento da demanda, o gás natural surge como uma alternativa para garantir fornecimento contínuo de energia, especialmente em regiões onde a rede elétrica enfrenta limitações.
A previsão, entretanto, não representa um consumo já registrado. O cenário depende da concretização dos projetos anunciados, da evolução da eficiência energética e da participação de outras fontes na geração de eletricidade.
O crescimento do uso de gás natural também levanta preocupações ambientais. Embora esse combustível emita menos dióxido de carbono que o carvão durante a geração de eletricidade, sua utilização continua produzindo gases de efeito estufa.
Empresas de tecnologia buscam ampliar contratos de energia renovável e investir em novas soluções de geração. O desafio será acompanhar a rápida expansão da infraestrutura computacional sem elevar proporcionalmente as emissões do setor.
A projeção coloca a disponibilidade de energia no centro da disputa global pela inteligência artificial, mostrando que o avanço dos modelos depende não apenas de chips e investimentos, mas também de infraestrutura elétrica.



