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Cade libera sem restrições venda da telefonia fixa da Oi para a Método; operação entra na reta final

Superintendência-Geral do órgão antitruste concluiu que a aquisição não representa risco relevante à concorrência. A Método pretende assumir uma estrutura com mais de 528 mil acessos de telefonia fixa, além de orelhões, serviços de emergência e interconexão. Negócio de R$ 60,1 milhões já recebeu anuência da Anatel, mas ainda depende do cumprimento de condições regulatórias e dos trâmites finais do Cade.

A transferência de uma das últimas grandes estruturas remanescentes da antiga Oi está cada vez mais perto de ser concluída.

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição da operação de telefonia fixa da Oi pela Método Telecomunicações e Comércio.

A decisão representa mais uma etapa fundamental de um negócio avaliado em:

R$ 60,1 milhões.

Mas é importante fazer uma distinção desde o início:

a operação ainda não pode ser considerada definitivamente concluída.

Depois da publicação da decisão, existe um prazo legal para eventual avocação ou recurso. Se isso não ocorrer, a aprovação da Superintendência-Geral torna-se terminativa no Cade.

Além disso, a operação ainda precisa cumprir uma série de condições impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações — Anatel — e exigências relacionadas ao processo judicial da Oi.

Cade não encontrou problema concorrencial relevante

O principal papel do Cade nessa operação é responder a uma pergunta:

a compra pode prejudicar a concorrência no mercado brasileiro de telefonia fixa?

A conclusão da Superintendência-Geral foi:

não.

Um dos principais motivos é a pequena sobreposição entre as operações das duas empresas.

Segundo os dados apresentados no processo, a Método possuía apenas:

387 acessos de telefonia fixa.

A estrutura que está sendo adquirida da Oi reunia:

528.673 acessos

na data-base de junho de 2026.

Juntas, as operações representam apenas 2,9% do mercado nacional

O Cade calculou que a participação combinada das duas operações no mercado nacional de:

Serviço Telefônico Fixo Comutado — STFC

ficaria em aproximadamente:

2,9%.

A sobreposição horizontal permanece abaixo do patamar de 20% utilizado como uma das referências na análise concorrencial.

Na avaliação da Superintendência-Geral, portanto, a operação representa essencialmente:

uma substituição de agente econômico.

Ou seja, a Método assume ativos e clientes que anteriormente estavam sob controle da Oi, sem criar uma concentração significativa capaz de alterar substancialmente a competição nacional.

A Método praticamente não possuía presença comparável à da Oi

Esse detalhe ajuda a entender a decisão.

Se uma grande operadora nacional estivesse comprando os mais de 528 mil acessos, seria necessário analisar cuidadosamente:

concentração;

sobreposição regional;

poder de mercado;

redução de concorrência.

Mas a Método entra na operação com uma base extremamente pequena:

387 acessos.

É por isso que o Cade enxergou baixo risco concorrencial.

Mas a operação não envolve apenas linhas telefônicas

Quando falamos em “telefonia fixa da Oi”, pode parecer que a Método simplesmente comprará:

linhas residenciais antigas.

A operação é muito mais complexa.

A chamada UPI Serviços Telefônicos reúne diferentes ativos, contratos e responsabilidades associados à operação de voz fixa.

Entre eles estão:

clientes;

contratos;

recursos de numeração;

serviços de interconexão;

telefonia pública;

infraestrutura;

equipamentos;

obrigações regulatórias.

Os famosos orelhões também estão no pacote

A operação inclui ativos relacionados aos:

Telefones de Uso Público — TUPs.

Ou, como são conhecidos:

orelhões.

Embora tenham perdido enorme relevância com a popularização dos celulares, eles ainda fazem parte de determinadas obrigações e estruturas de telecomunicações.

Também existem:

torres;

equipamentos terminais;

contratos

associados à operação.

Serviços de três dígitos são uma parte crítica da transação

A nova estrutura também precisará garantir continuidade de serviços relacionados a números como:

190 — Polícia Militar;

192 — SAMU;

193 — Corpo de Bombeiros.

Esses serviços não podem simplesmente deixar de funcionar porque:

a Oi está em crise;

a empresa entrou em falência;

a operação está sendo vendida.

Por isso, Anatel e demais autoridades estão tratando a transferência com atenção especial.

A Oi ainda desempenha papel de última prestadora em algumas localidades

Talvez a parte mais importante da operação esteja justamente nos lugares onde:

não existe alternativa.

Em determinadas localidades, a infraestrutura associada à Oi continua sendo responsável pela disponibilidade de serviços de voz onde nenhuma outra operadora presta atendimento equivalente.

É o papel conhecido como:

Carrier of Last Resort — COLR.

Na prática:

prestadora de última instância.

Método terá que assumir essa responsabilidade

Quando a Anatel concedeu anuência prévia à transferência, em 3 de setembro, estabeleceu que a Método precisará assumir formalmente os compromissos regulatórios.

Entre eles está a manutenção da funcionalidade do serviço de voz nas localidades em que a Oi atua como:

COLR até dezembro de 2028.

Isso é fundamental.

A Método não está comprando apenas:

clientes rentáveis.

Também está assumindo:

obrigações.

E essas obrigações podem ser economicamente difíceis

Imagine uma pequena localidade onde existem poucos usuários de telefone fixo.

Manter:

infraestrutura;

equipamentos;

energia;

manutenção;

rede;

equipes

pode custar mais do que a receita gerada pelos clientes.

Em uma lógica puramente comercial, talvez nenhuma operadora queira atender aquele local.

Mas existe uma questão de:

interesse público.

É por isso que a regulação cria mecanismos para garantir continuidade.

A Anatel impôs condições antes do Cade

A aprovação concorrencial desta semana vem poucos dias depois de outra decisão importante.

Em 3 de setembro, o Conselho Diretor da Anatel aprovou, sob condicionantes, a anuência prévia para a transferência do controle da Oi Serviços Telefônicos para a Método.

Entre as exigências estão:

assunção formal dos compromissos regulatórios;

apresentação de garantia aprovada pela Anatel;

plano de transferência dos recursos de numeração;

celebração de termo aditivo ao Termo de Autocomposição;

observância das consequências jurídicas da falência da Oi.

Portanto:

o aval da Anatel não foi um cheque em branco.

O Cade olha concorrência; a Anatel olha telecomunicações

Essa diferença ajuda a entender por que a operação precisa passar pelos dois órgãos.

O Cade analisa principalmente:

concorrência.

A pergunta é:

a aquisição cria concentração prejudicial?

A Anatel analisa:

continuidade;

obrigações;

numeração;

qualidade;

serviços;

interconexão;

regulação setorial.

A pergunta é:

a transferência preserva o funcionamento adequado dos serviços de telecomunicações?

São análises:

complementares.

A Método pagará R$ 60,1 milhões

A empresa venceu o leilão judicial realizado em:

8 de abril de 2026.

O valor apresentado foi:

R$ 60,1 milhões.

Posteriormente, em julho, Oi e Método formalizaram o contrato de compra e venda.

Naquele momento, porém, ainda faltavam justamente:

Anatel e Cade.

Agora os dois principais órgãos regulatórios envolvidos já deram aval à operação, embora ainda existam etapas formais e condições a cumprir.

Mas a situação da Oi mudou dramaticamente no meio do caminho

Quando o negócio foi estruturado:

a Oi estava em recuperação judicial.

Depois:

a falência foi decretada.

Essa mudança jurídica criou uma nova camada de complexidade.

O contrato havia sido firmado antes da decretação da falência.

Agora a transferência precisa ser compatibilizada com:

o processo falimentar.

Isso explica algumas condições impostas pela Anatel

A agência determinou que a operação observe:

as exigências decorrentes da decretação da falência da Oi.

Também exigiu a celebração de um termo aditivo relacionado ao Termo de Autocomposição.

O objetivo é reduzir incertezas e garantir que a transferência ocorra de forma compatível com:

decisões judiciais;

obrigações regulatórias;

interesse público.

O cliente não deveria perceber interrupção do serviço

A própria Oi já informou aos clientes que a reorganização dos serviços telefônicos foi estruturada para preservar:

continuidade.

Os contratos de telefonia fixa estão sendo organizados dentro da:

Oi Serviços Telefônicos S.A.

Essa empresa possui CNPJ próprio e concentra os ativos e atividades que serão posteriormente transferidos para a Método.

É uma operação em duas etapas

Esse detalhe pode gerar confusão.

Primeiro:

os contratos e atividades de telefonia são transferidos para a estrutura da:

Oi Serviços Telefônicos S.A.

Depois:

o controle dessa companhia é alienado para:

Método Telecomunicações.

Portanto, não é simplesmente:

“Oi entregou seus clientes diretamente para a Método.”

Existe uma reorganização societária intermediária.

Para o cliente, a principal mudança deverá ser empresarial

A Oi afirma que os serviços continuarão:

normalmente.

Sem alteração das linhas apenas em razão da transferência.

As condições comerciais e características dos contratos vigentes também devem ser preservadas na implementação da reorganização.

O que muda principalmente é:

quem passa a ser responsável pela prestação do serviço.

Isso não significa que a marca Oi inteira foi vendida para a Método

Outra distinção essencial.

A Método está adquirindo:

a operação relacionada à UPI Serviços Telefônicos.

Não significa que comprou:

“toda a Oi”.

A antiga Oi passou por anos de:

vendas;

separação de ativos;

reestruturação;

alienações.

Diversos negócios tiveram destinos diferentes.

A Oi Móvel, por exemplo, já havia sido vendida anos atrás

A operação móvel da companhia foi dividida entre:

Claro;

TIM;

Vivo.

A infraestrutura de fibra também seguiu outra estrutura societária, que deu origem à:

V.tal.

Agora a telefonia fixa remanescente segue seu próprio processo.

É mais um capítulo da:

desmontagem da antiga Oi integrada.

A empresa já foi uma das maiores telecoms do Brasil

Para entender a dimensão histórica dessa notícia, é preciso voltar no tempo.

A Oi nasceu da consolidação de importantes operações brasileiras de telecomunicações e chegou a possuir:

telefonia fixa;

celular;

banda larga;

TV;

infraestrutura;

serviços corporativos.

Durante anos, foi:

uma das maiores operadoras do país.

A crise financeira mudou completamente essa história

Dívidas elevadas.

Problemas operacionais.

Investimentos.

Competição.

Mudanças tecnológicas.

Reestruturações.

Em 2016, a companhia entrou em:

recuperação judicial.

Na época, foi um dos maiores processos desse tipo da história brasileira.

O objetivo era reorganizar:

dezenas de bilhões de reais em dívidas.

A empresa nunca conseguiu estabilizar definitivamente sua situação

Depois de sair da primeira recuperação judicial, a Oi voltou a enfrentar dificuldades.

Em 2023:

entrou novamente em recuperação judicial.

Nos anos seguintes, tentou vender ativos e reduzir sua estrutura.

Mas os problemas de liquidez continuaram.

Em 2026, a Justiça concluiu que a companhia não possuía recursos suficientes para manter sua operação normalmente e decretou:

a falência.

A venda para a Método foi organizada antes dessa decisão

Isso torna a UPI de telefonia fixa particularmente importante.

Ela foi criada justamente para:

isolar ativos e operações que ainda possuem continuidade econômica ou regulatória.

Em vez de simplesmente desaparecerem junto com a antiga estrutura da Oi, podem ser transferidos:

para outro operador.

A Método entra em uma operação muito maior do que a que possuía

Os números do Cade deixam isso evidente.

Antes:

387 acessos.

Depois da operação:

mais de:

528 mil acessos provenientes da UPI.

Isso representa uma transformação enorme na escala da companhia dentro do STFC.

A empresa é de capital nacional

A Método Telecomunicações possui autorização da Anatel para prestar:

Serviço Telefônico Fixo Comutado — STFC

e:

Serviço de Comunicação Multimídia — SCM.

O SCM é a autorização utilizada para serviços como:

banda larga fixa.

A companhia também atua com soluções corporativas envolvendo:

voz;

conectividade;

comunicações em nuvem;

comunicações unificadas;

TI;

segurança eletrônica;

eficiência energética.

A compra muda o tamanho da Método no mercado de voz

Nos documentos apresentados ao Cade, a empresa argumenta que a aquisição permitirá:

aumentar escala;

ganhar capilaridade;

expandir base de clientes;

integrar competências existentes.

É uma oportunidade incomum.

Uma operadora relativamente pequena consegue assumir uma infraestrutura construída ao longo de:

décadas.

Mas tamanho não significa necessariamente valor proporcional

Alguém pode olhar para:

528 mil acessos

e:

R$ 60,1 milhões

e perguntar:

“como uma operação desse tamanho custa tão pouco?”

A resposta está no tipo de ativo e nas obrigações associadas.

Telefonia fixa tradicional é um mercado:

em retração.

O celular mudou completamente esse negócio

Durante décadas, telefone fixo era:

essencial.

Hoje, muitas residências sequer possuem uma linha.

Comunicação migrou para:

smartphones;

WhatsApp;

VoIP;

videoconferência;

aplicativos.

Isso reduz:

receita;

demanda;

valor econômico

de determinadas operações tradicionais.

Ao mesmo tempo, os custos continuam existindo

A rede ainda precisa suportar:

clientes;

interconexão;

serviços de emergência;

obrigações regulatórias;

infraestrutura;

manutenção.

Portanto, adquirir uma operação de telefonia fixa não significa simplesmente receber:

528 mil assinaturas lucrativas.

A Método também herda:

responsabilidades.

É por isso que a Anatel exigiu garantias

A agência quer ter certeza de que a nova controladora terá capacidade para cumprir:

as obrigações assumidas.

Entre as condições está justamente:

apresentação de garantia aprovada pela Anatel.

A preocupação é impedir que a transferência resolva um problema societário, mas crie:

um problema operacional depois.

O caso dos serviços de última instância é especialmente sensível

A Anatel já vinha apontando problemas na disponibilidade da telefonia fixa da Oi em localidades onde a companhia deveria garantir o serviço.

Em setembro, a agência informou que havia indisponibilidade em uma parcela relevante dessas localidades.

Isso torna a transição para a Método:

mais delicada.

Não basta trocar o nome da controladora.

Existe uma infraestrutura que precisa:

funcionar.

O desafio da Método começa depois da compra

Aprovação regulatória é apenas:

a primeira etapa.

Depois vêm:

migração;

operação;

manutenção;

clientes;

numeração;

interconexão;

obrigações;

integração de sistemas.

Em telecomunicações, uma transferência desse tamanho exige:

coordenação técnica significativa.

Recursos de numeração precisam ser transferidos corretamente

Um telefone possui:

número.

Mas esse número não é simplesmente um dado qualquer dentro de um banco de dados.

Numeração telefônica faz parte de uma estrutura regulada pela Anatel.

É por isso que a agência exigiu:

um plano específico para transferência dos recursos de numeração.

O objetivo é evitar problemas como:

linhas inacessíveis;

roteamento incorreto;

falhas de chamadas;

perda de interconexão.

Interconexão é outra peça invisível para o usuário

Quando alguém de uma operadora liga para outra:

as redes precisam:

conversar.

Isso é interconexão.

Existem:

acordos;

rotas;

equipamentos;

sinalização;

regras.

A Método precisará manter essas relações funcionando durante a transição.

O usuário não quer saber qual empresa controla cada parte.

Ele simplesmente espera:

ligar e completar a chamada.

O mesmo vale para números de emergência

Imagine discar:

O usuário não pode receber:

“serviço temporariamente indisponível porque a operadora está sendo vendida.”

É justamente por isso que o regulador exige continuidade.

Em telecomunicações, determinados serviços ultrapassam:

o interesse comercial.

Eles fazem parte de:

infraestrutura essencial.

A aprovação do Cade remove uma das últimas grandes incertezas

Até esta semana, havia pelo menos duas grandes perguntas regulatórias:

Anatel aprovará?

Cade aprovará?

A primeira recebeu resposta em:

3 de setembro.

A segunda agora também recebeu:

sim.

Isso aproxima significativamente o negócio de sua conclusão.

Mas a decisão do Cade ainda possui uma janela processual

A Superintendência-Geral aprovou a operação sem restrições.

Após a publicação oficial, existe prazo de:

15 dias

para eventual recurso ou avocação pelo Tribunal do Cade.

Se isso não acontecer:

a decisão torna-se definitiva dentro do órgão antitruste.

Portanto, o termo mais preciso neste momento é:

aprovação sem restrições pela Superintendência-Geral do Cade.

E não necessariamente:

“negócio totalmente concluído”.

A venda simboliza o fim de uma era da telefonia brasileira

Talvez essa seja a dimensão mais importante da notícia.

Durante décadas, a telefonia fixa foi:

o coração das telecomunicações.

As operadoras eram estruturadas em torno dela.

A linha telefônica era:

identidade;

comunicação;

infraestrutura.

Depois vieram:

celular;

fibra;

internet;

aplicativos.

Agora uma operação com mais de meio milhão de acessos e infraestrutura nacional é vendida por:

R$ 60,1 milhões.

O valor conta uma história sobre transformação tecnológica

Não significa que a infraestrutura não tenha importância.

Ela continua essencial em determinados locais e serviços.

Mas o centro econômico das telecomunicações mudou.

Hoje o mercado olha para:

fibra;

5G;

cloud;

data centers;

IoT;

serviços digitais;

IA.

A telefonia fixa tradicional deixou de ser:

o motor do setor.

Para a Método, porém, pode ser uma oportunidade estratégica

Uma operação que perdeu importância para uma grande telecom pode representar enorme oportunidade para uma empresa menor.

A Método ganha:

clientes;

capilaridade;

infraestrutura;

presença regulatória;

contratos;

relacionamentos.

Se conseguir integrar esses ativos com:

serviços corporativos;

conectividade;

cloud;

voz IP;

TI,

poderá transformar uma operação tradicional em:

plataforma para novos serviços.

O risco está na execução

Comprar barato não significa:

operar barato.

A Método precisará provar que consegue assumir uma estrutura muito maior do que sua base atual.

A diferença entre:

387 acessos

e:

mais de 528 mil

mostra o tamanho desse salto.

Além disso, existe uma responsabilidade que não pode ser ignorada:

garantir continuidade para usuários que ainda dependem da antiga rede da Oi.

A história da Oi entra em uma fase cada vez mais final

Venda da operação móvel.

Separação da infraestrutura.

Alienação de ativos.

Falência.

Agora:

transferência da telefonia fixa.

Pouco a pouco, as peças que formavam uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil estão sendo:

vendidas;

transferidas;

reorganizadas.

A marca Oi marcou uma geração.

Mas a empresa integrada que já ofereceu:

fixo;

móvel;

banda larga;

TV;

serviços corporativos

está praticamente desaparecendo da forma como o mercado brasileiro a conheceu.

E o Cade acaba de liberar mais uma peça dessa transformação

Do ponto de vista concorrencial, a conclusão foi simples:

uma empresa com apenas 387 acessos está adquirindo uma estrutura de 528.673 acessos e, mesmo após a combinação, terá apenas cerca de:

2,9% do mercado nacional de telefonia fixa.

Não há concentração suficiente para justificar:

restrições.

Do ponto de vista regulatório, entretanto, a história é muito mais complexa.

Existem:

serviços essenciais;

orelhões;

interconexão;

números de emergência;

localidades sem alternativas;

obrigações até 2028.

Por isso, o negócio não representa apenas:

a compra de clientes.

Representa a transferência de parte da responsabilidade histórica da antiga Oi pela telefonia fixa brasileira para:

uma nova operadora.

Se todas as etapas forem concluídas, a Método deixará de ser uma pequena participante do STFC para assumir mais de meio milhão de acessos e uma infraestrutura com responsabilidades espalhadas pelo país.

E o Brasil dará mais um passo no encerramento de um capítulo que começou muito antes da própria marca Oi existir:

a era em que a telefonia fixa era o centro das telecomunicações nacionais.

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