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5G já responde por 52% do tráfego da TIM no Rock in Rio e mostra nova fase da conectividade em grandes eventos

Clientes da operadora movimentaram 90,5 TB de dados nos quatro primeiros dias do Rock in Rio 2026. Mais da metade passou pela rede 5G, que registrou velocidade média de 260 Mbps e picos superiores a 1,1 Gbps; Instagram liderou o uso e ChatGPT foi a plataforma de IA mais acessada.

O Rock in Rio 2026 está funcionando como um gigantesco teste de estresse para as redes móveis brasileiras — e os primeiros números divulgados pela TIM mostram o quanto o 5G avançou desde sua estreia comercial no país.

Nos quatro primeiros dias do festival, realizados entre 4 e 7 de setembro na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, clientes da TIM movimentaram 90,5 terabytes de dados.

Desse total:

52% trafegaram pela rede 5G.

Mais do que um número isolado de um festival, o resultado ajuda a mostrar uma mudança no perfil de utilização das redes móveis. Em ambientes de altíssima concentração de pessoas, o 5G começa a deixar de funcionar como tecnologia complementar e passa a assumir uma parcela majoritária do tráfego.

Mais de 47 TB passaram pelo 5G

Aplicando os 52% informados pela operadora aos 90,5 TB movimentados no período, aproximadamente 47,1 TB passaram pela infraestrutura 5G.

Os outros 43,4 TB ficaram principalmente na rede 4G.

É uma diferença importante porque grandes eventos representam um dos cenários mais difíceis para uma rede móvel.

Dezenas de milhares de pessoas chegam praticamente ao mesmo tempo.

Abrem aplicativos.

Publicam vídeos.

Fazem chamadas.

Enviam mensagens.

Realizam pagamentos.

Publicam Stories.

Fazem transmissões ao vivo.

Tudo concentrado em uma área relativamente pequena.

Pico chegou a 41 mil conexões simultâneas

A TIM registrou seu maior pico no dia 6 de setembro.

Foram:

41 mil conexões simultâneas.

Isso não significa necessariamente 41 mil pessoas diferentes utilizando a internet exatamente da mesma forma ou 41 mil conexões 5G simultâneas.

O indicador representa o pico de conexões observado pela rede da operadora no evento.

Ainda assim, mostra a dimensão da demanda enfrentada pela infraestrutura.

Velocidade média ficou em 260 Mbps

Mesmo com a concentração de usuários, a TIM informou velocidade média de aproximadamente:

260 Mbps.

Nos melhores momentos, a rede ultrapassou:

1,1 Gbps.

Esses valores são resultados observados pela operadora dentro da infraestrutura preparada especificamente para o festival e não devem ser interpretados como promessa de velocidade para todos os clientes durante todo o evento.

A experiência individual varia conforme aparelho, localização, congestionamento, condições de rádio e outros fatores.

Mais de 120 antenas foram instaladas

Para suportar essa demanda, a TIM afirma ter colocado em operação mais de 120 antenas inteligentes na Cidade do Rock.

A infraestrutura foi dimensionada justamente para absorver grandes concentrações de tráfego.

Além da capacidade instalada, equipes acompanham o comportamento da rede durante os shows para identificar alterações na demanda.

Esse tipo de monitoramento é fundamental porque um festival não possui tráfego uniforme.

O público se movimenta.

E a rede precisa acompanhar.

Um show pode mudar o mapa de tráfego em minutos

Imagine dezenas de milhares de pessoas espalhadas pelo festival.

Quando começa uma atração importante no Palco Mundo, uma parcela enorme do público se desloca para aquela região.

Minutos depois, milhares de smartphones passam a disputar recursos de rádio praticamente no mesmo ponto.

Quando o show termina, o movimento muda novamente.

Esse comportamento cria um desafio completamente diferente de uma rede urbana convencional.

Black Eyed Peas liderou no Palco Mundo

A TIM também mediu as conexões simultâneas durante algumas apresentações.

No Palco Mundo, o maior registro foi durante o show do Black Eyed Peas:

15,4 mil conexões simultâneas.

Depois vieram:

Nelly — 13,2 mil;

Elton John — 10,5 mil.

Os números ajudam a visualizar como o comportamento da rede acompanha diretamente o movimento do público.

Ne-Yo liderou no Palco Sunset

No Palco Sunset, o maior pico registrado entre as atrações divulgadas pela operadora aconteceu durante Ne-Yo:

8,2 mil conexões simultâneas.

Roupa Nova com Guilherme Arantes chegou a:

7,6 mil.

Péricles canta Motown:

6,5 mil.

O Palco Mundo concentrou a maior movimentação de rede entre as áreas analisadas nesse primeiro balanço.

Instagram foi o aplicativo mais utilizado

O comportamento digital do público também oferece uma fotografia interessante de como as pessoas vivem atualmente um festival.

Entre os clientes da TIM, o aplicativo com maior utilização foi o:

Instagram.

Em segundo lugar apareceu:

WhatsApp.

Não é difícil entender o resultado.

Grandes festivais se tornaram também enormes máquinas de produção de conteúdo.

Stories.

Reels.

Fotos.

Vídeos.

Mensagens.

Lives.

Compartilhamentos.

O smartphone passou a fazer parte da experiência do show.

ChatGPT liderou entre as plataformas de IA

Outro dado chama particularmente atenção.

Entre as plataformas de inteligência artificial acessadas pelos clientes da operadora durante os quatro primeiros dias, o ChatGPT foi o serviço de IA com maior utilização registrada pela TIM.

A operadora não divulgou, entretanto, o volume de tráfego atribuído especificamente ao serviço nem a quantidade de usuários.

Portanto, não é possível dizer qual percentual do público utilizou inteligência artificial durante o festival.

Mas a presença dessa categoria em um balanço de utilização de rede já demonstra como ferramentas de IA começam a integrar o uso cotidiano do smartphone.

Não sabemos para que o público utilizou IA

Também seria especulativo concluir que as pessoas estavam utilizando ChatGPT para uma atividade específica.

Poderiam estar:

buscando informações;

escrevendo textos;

fazendo perguntas;

criando legendas;

planejando deslocamentos;

consultando informações gerais;

ou realizando atividades completamente não relacionadas ao festival.

O dado disponível permite apenas afirmar que, entre as plataformas de IA identificadas pela TIM, o ChatGPT liderou.

O salto do 5G desde 2022 é impressionante

O resultado fica ainda mais interessante quando comparado ao primeiro Rock in Rio brasileiro com 5G.

Em 2022, a TIM informou que aproximadamente:

20% do tráfego de dados durante o primeiro fim de semana passou pelo 5G.

Agora:

52%.

A participação aumentou mais de duas vezes e meia.

Isso mostra que o ecossistema mudou profundamente em quatro anos.

Em 2022 havia apenas 25 antenas 5G no evento

Naquela edição, a TIM informou ter montado uma rede com:

35 antenas, das quais 25 eram 5G.

Nos três primeiros dias, foram aproximadamente:

700 mil conexões

e

60 TB de tráfego em 4G e 5G.

A rede 5G ainda era novidade.

A tecnologia havia acabado de chegar ao Rio de Janeiro.

A própria operadora esperava que apenas cerca de 10% do tráfego passasse pelo 5G.

O resultado de 20% já havia superado a expectativa.

Quatro anos depois, mais da metade está no 5G

Agora a situação é diferente.

O 5G amadureceu.

A cobertura cresceu.

Mais smartphones são compatíveis.

Os consumidores trocaram aparelhos.

A rede recebeu novos investimentos.

E a utilização aumentou.

O resultado de 52% no Rock in Rio 2026 simboliza essa mudança.

O 5G já não está restrito aos primeiros usuários de smartphones premium.

Smartphones compatíveis são fundamentais nessa transformação

Não adianta instalar uma rede 5G se os usuários continuam utilizando aparelhos exclusivamente 4G.

A migração depende da renovação da base de dispositivos.

À medida que smartphones intermediários passaram a incorporar 5G, a tecnologia alcançou uma parcela muito maior da população.

Isso aumenta automaticamente a quantidade de tráfego que pode migrar para a nova rede.

O consumo também tende a crescer no 5G

A própria TIM já observava que clientes conectados ao 5G consumiam, em média, mais dados do que usuários do 4G.

Isso acontece porque velocidade e estabilidade maiores facilitam atividades intensivas em tráfego.

Vídeo em alta resolução.

Uploads.

Streaming.

Videoconferência.

Cloud.

Redes sociais.

Games.

Quanto melhor a experiência, menor a preocupação do usuário em limitar determinadas atividades.

Vídeo domina o tráfego móvel

Dados divulgados anteriormente pela TIM indicavam que cerca de 80% do tráfego total da rede já estava relacionado ao consumo de vídeo.

Em um festival, essa característica ganha ainda mais importância.

Um único vídeo publicado pode consumir muito mais capacidade do que centenas de mensagens de texto.

E milhares de pessoas gravando e enviando vídeos simultaneamente criam um enorme desafio de uplink.

O upload é especialmente importante em festivais

No uso residencial tradicional, boa parte da internet é consumida no sentido da rede para o usuário.

Netflix.

YouTube.

Streaming.

Downloads.

Em um festival, existe uma explosão no sentido contrário.

Pessoas enviam:

vídeos;

fotos;

Stories;

Reels;

lives.

Ou seja, o smartphone precisa transmitir grandes quantidades de dados para a rede.

Essa característica exige planejamento específico de capacidade.

Grandes eventos viraram laboratórios do 5G

Festivais como Rock in Rio funcionam como ambientes extremos para operadoras testarem suas redes.

É possível observar:

densidade;

handover;

capacidade;

interferência;

upload;

latência;

congestionamento;

mobilidade;

e comportamento de usuários

em uma escala difícil de reproduzir em laboratório.

Os aprendizados podem posteriormente ser utilizados em estádios, aeroportos, centros urbanos e outros locais de grande concentração.

Mas 52% não significa que 52% do público estava no 5G

Essa distinção é importante.

O número divulgado pela TIM refere-se à participação do 5G no volume de tráfego de dados.

Não à quantidade de pessoas.

Um usuário 5G pode consumir muito mais dados que um usuário 4G.

Portanto, não é correto transformar automaticamente o indicador em:

“52% das pessoas utilizaram 5G”.

O dado correto é:

52% dos dados trafegaram pela rede 5G.

Também não representa todas as operadoras

Outro cuidado importante.

O balanço é referente aos:

clientes da TIM.

Não representa automaticamente todo o público do Rock in Rio.

Clientes de Claro e Vivo utilizam suas respectivas redes.

Portanto, os 90,5 TB e os 52% são indicadores da operação da TIM dentro da Cidade do Rock.

Ainda assim, funcionam como uma amostra relevante da evolução do uso de 5G em ambientes de alta densidade.

TIM já havia superado 40% de tráfego 5G nas capitais

O resultado do festival também está alinhado à tendência observada fora dele.

A TIM já havia informado que mais de 40% de seu tráfego móvel nas capitais brasileiras estava passando pela rede 5G.

Em algumas grandes cidades, clientes permaneciam conectados à tecnologia durante mais da metade do tempo.

O Rock in Rio eleva essa participação para 52% do volume de dados no período analisado.

Operadora chegou a mil cidades com 5G

No final de 2025, a TIM anunciou ter ativado sua milésima cidade com cobertura 5G.

Naquele momento, a companhia dizia alcançar cerca de:

75% da população urbana brasileira

e

mais de 120 milhões de pessoas.

Também afirmava possuir cobertura em 100% dos bairros das 27 capitais.

Esses números ajudam a explicar por que a utilização da tecnologia aumentou tão rapidamente.

O custo por gigabyte também interessa às operadoras

Existe outro motivo para acelerar a migração.

Segundo dados divulgados anteriormente pela TIM, o custo por gigabyte trafegado no 5G era aproximadamente um terço daquele observado no 4G em sua operação.

Esse indicador é extremamente importante.

Uma rede móvel precisa transportar quantidades cada vez maiores de dados.

Se o custo de transportar cada gigabyte diminui, a operadora consegue suportar o crescimento de consumo com maior eficiência.

Isso não significa que o 4G está perto de desaparecer

O avanço do 5G não elimina imediatamente a geração anterior.

4G continuará sendo fundamental durante anos.

Milhões de dispositivos ainda dependem da tecnologia.

Cobertura 4G é mais abrangente em muitas regiões.

IoT utiliza diferentes padrões.

Chamadas e serviços podem utilizar múltiplas gerações.

A migração é gradual.

O que o Rock in Rio mostra é uma mudança de proporção.

5G começa a carregar a maior parte dos dados

Esse é provavelmente o indicador mais significativo.

Durante anos, o discurso sobre 5G concentrou-se em:

velocidade;

latência;

indústria 4.0;

carros conectados;

telemedicina;

realidade aumentada;

IoT.

Tudo isso continua relevante.

Mas existe uma transformação mais simples acontecendo primeiro:

o 5G está assumindo o tráfego cotidiano dos smartphones.

Instagram.

WhatsApp.

Vídeos.

Fotos.

Streaming.

Cloud.

E agora até ferramentas de inteligência artificial.

O segundo fim de semana ainda pode mudar o balanço

Existe também uma limitação temporal importante.

Os dados divulgados pela TIM contemplam apenas os quatro primeiros dias do Rock in Rio 2026.

O festival continua nos dias:

11, 12 e 13 de setembro.

Portanto, o volume total de dados da edição ainda será maior.

O comportamento também pode mudar dependendo:

do público;

das atrações;

da quantidade de usuários;

do consumo de vídeo;

e da concentração nos diferentes palcos.

Rock in Rio mostra o 5G entrando na fase de escala

O primeiro momento do 5G brasileiro foi marcado pela cobertura.

Quantas cidades?

Quantas antenas?

Quantos bairros?

Depois veio a disponibilidade de aparelhos.

Agora começa uma terceira fase:

uso massivo.

O indicador de 52% do tráfego no Rock in Rio mostra exatamente essa transição.

Em 2022, o 5G era responsável por aproximadamente um quinto do tráfego observado pela TIM no início do festival.

Em 2026, passou da metade.

E isso acontece justamente em um dos ambientes mais exigentes possíveis para uma rede móvel.

A transformação pode parecer invisível para quem simplesmente abre o Instagram, envia um vídeo pelo WhatsApp ou consulta uma inteligência artificial enquanto espera o próximo show.

Mas por trás dessa ação existe uma infraestrutura que precisa administrar dezenas de milhares de conexões simultaneamente.

No Rock in Rio 2026, o resultado mostra que o 5G já não é apenas a rede do futuro.

Para uma parcela crescente do tráfego móvel brasileiro, ele já é a rede do presente.

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