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Quando a IA passa a escolher as marcas.

Por Fernando Röhsig

Durante décadas, empresas disputaram espaço nas prateleiras, vitrines e, mais tarde, nos mecanismos de busca. Agora, uma nova fronteira começa a se consolidar: disputar espaço nas respostas da inteligência artificial.

Consumidores recorrem a ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, Grok, Meta AI e outras plataformas para pesquisar produtos / serviços, comparar alternativas e decidir o que comprar. A pergunta deixa de ser apenas “como aparecer no Google ou na Internet?” e passa a ser “como ser recomendado pela IA?”.

É nesse ambiente que surge o GEO (Generative Engine Optimization), uma evolução do tradicional SEO (Search Engine Optimization – conjunto de técnicas para preparar conteúdos digitais para motores de busca baseados em inteligência artificial). A empresa não disputa somente uma posição numa página de resultados; precisa construir relevância para ser compreendida, considerada e, eventualmente, recomendada por sistemas que sintetizam informações de sites, avaliações, conteúdos, notícias e experiências de consumidores.

Para os conselhos de administração e consultivos, esse movimento merece atenção. Não se trata apenas de uma nova ferramenta de marketing. É uma mudança na forma como reputação, marca, relacionamento com clientes e geração de demanda podem ser construídos.

Uma empresa pode investir milhões em publicidade e, ainda assim, perder relevância se os algoritmos não a reconhecerem como referência. Da mesma forma, uma marca regional pode ganhar visibilidade nacional se produzir conteúdo consistente, tiver boa reputação digital e for citada pelas fontes que alimentam essas ferramentas.

O conselho precisa ampliar suas perguntas: como a empresa está sendo encontrada? O que as IAs dizem sobre nossa marca? Quais informações formam essa percepção? Estamos preparados para um consumidor que pergunta à máquina antes de procurar a empresa?

A inovação não está apenas na tecnologia; está na mudança do poder de escolha. Se ontem a empresa precisava convencer o consumidor, hoje também precisa ser relevante para o algoritmo que ajuda o consumidor a decidir. E isso é assunto de estratégia – portanto, também é assunto de conselho.

Fernando Röhsig – Conselheiro de Administração (CCA – IBGC).

Fernando Rohsig

Conselheiro Independente para Conselho de Administração, Consultivo, Fiscal e de Família. Mestre em Controladoria pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS. Especializações em “Managing a Global Business” pela HEC (Paris/França) e Gestão Empresarial, Recursos Humanos, Gestão da Qualidade, Custos e Produção, todos pela UFRGS. Também é pós-graduado em Gestão da Qualidade pela Unisinos. Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS. Certificado como Conselheiro de Administração pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Realizou cursos complementares pela FIERGS na Stanford School of Business, pela Fundação Dom Cabral na Kellogg School Of Management (Northwestern – Chicago/EUA), Tsinghua University (Beijing/China), Cambridge Univesity (Climate Governance Initiative) e Role of the Chair e Leadership Essentials for Navigating Complexity – IoD Institute of Directors (Londres/Inglaterra) e Univesrity of Pennsylvania - Wharton School – Ai Leadership Program (Pensilvânia/EUA). Professor de Graduação, Pós-Graduação e In Company na UFRGS, ESPM, La Salle, Sicredi, Unicred, Sicoob e Univates. Trabalhos voluntários em diversas entidades, com destaque para Junior Achievement (RS) e IBGC Capítulo Sul. Integrante de grupos do IBGC em Jornadas Técnicas ao Vale do Silício em Ago/18, Israel em Mai/19, Inglaterra em Set/23, China em Out/Nov/24, EUA em Set/25 e Japão em Nov/26. Atuação como executivo por mais de trinta anos em Finanças e Operações. Proprietário da F&F_Allegra_Consultoria. Trabalhos desenvolvidos em nível de conselho e direção para empresas de atuação em cooperativas de crédito, médicos, de infraestrutura de energia renovável (geração e distribuição), empresas de comunicação, telecom, design, varejo (moda), bancos / fintechs, franquias, indústrias de alimentos, metal mecânica, química, explosivos, mineração, equipamentos pesados, odontológicos e de estética, construção civil e de infraestrutura pesada, entre outras.

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