
O Google começou a distribuir o Chrome 152 para computadores com Windows, macOS e Linux, trazendo uma das maiores atualizações de segurança do navegador em 2026. Ao todo, a nova versão corrige 327 vulnerabilidades.
Entre os problemas solucionados, dez receberam classificação crítica e 61 foram considerados de alta severidade. Parte das falhas críticas envolve vulnerabilidades do tipo use-after-free, que podem provocar corrupção de memória e, dependendo das condições de exploração, abrir caminho para ataques mais graves.
IA ajudou a encontrar centenas de falhas
Um dos aspectos que mais chama atenção é a origem das descobertas. Das 327 vulnerabilidades corrigidas, 299 foram identificadas internamente pelo Google, e o uso de inteligência artificial vem contribuindo para acelerar a localização de problemas no código do Chrome.
A estratégia mostra outra aplicação prática da IA na cibersegurança: em vez de apenas responder a ataques, modelos e ferramentas automatizadas podem analisar grandes volumes de código e encontrar vulnerabilidades antes que sejam exploradas por criminosos.
Pesquisadores externos continuam encontrando falhas críticas
Apesar do avanço das ferramentas internas, pesquisadores independentes continuam desempenhando papel importante. Uma vulnerabilidade crítica identificada como CVE-2026-79282 rendeu recompensa de US$ 25 mil ao pesquisador responsável pela descoberta.
O programa de recompensas do Chrome é utilizado pelo Google para incentivar especialistas a comunicar vulnerabilidades de maneira responsável antes que informações técnicas sejam divulgadas amplamente.
Não há indicação de exploração ativa
Até o anúncio da atualização, o Google não havia informado que alguma das 327 vulnerabilidades estivesse sendo explorada ativamente em ataques.
Ainda assim, usuários e empresas devem instalar a atualização assim que ela estiver disponível. O Google informou que o Chrome 152 está sendo distribuído gradualmente ao canal estável.
A quantidade de correções também revela a escala do desafio de proteger um navegador moderno. Segundo a SecurityWeek, o Google já corrigiu mais de 2 mil vulnerabilidades no Chrome somente em 2026.



