
A Federal Trade Commission (FTC) abriu uma consulta pública sobre sua proposta de política para preços personalizados, prática na qual empresas utilizam dados pessoais para estimar quanto determinado consumidor estaria disposto a pagar por um produto ou serviço.
A iniciativa foi anunciada em agosto e coloca em discussão um modelo cada vez mais viável com inteligência artificial e análise de grandes volumes de dados. Informações como histórico de compras, comportamento de navegação e outros dados sobre o consumidor podem ser utilizadas para calcular ofertas individualizadas.
Mesmo produto, preços diferentes
A preocupação da FTC está principalmente nos mercados em que consumidores esperam que o preço anunciado seja igual para todos naquele momento. Para a agência, uma empresa pode violar a legislação americana caso personalize valores sem informar claramente essa prática.
A proposta determina que, quando houver essa expectativa, as companhias revelem não apenas que o preço foi personalizado, mas também por que isso ocorreu e quais tipos de dados foram utilizados.
A FTC ressalta que não possui autoridade para proibir todos os modelos de preços personalizados. O foco será combater situações consideradas enganosas ou abusivas de acordo com as leis de proteção ao consumidor.
IA aumenta capacidade de personalização
O debate ganha importância com algoritmos capazes de processar grandes quantidades de informações e criar perfis detalhados de consumidores. Em estudos anteriores, a própria FTC alertou que localização, histórico de navegação, hábitos de compra e outros dados podem ser utilizados para determinar ofertas e preços individualizados.
A consulta representa mais um movimento regulatório sobre como empresas podem utilizar informações pessoais para tomar decisões comerciais automatizadas.



