
A Cirion Technologies concluiu o reparo do cabo submarino responsável por conectar a Venezuela à infraestrutura internacional de internet. O sistema havia sido danificado pelos terremotos registrados em 24 de junho, que provocaram deslocamentos no leito marinho e romperam a fibra óptica. A operação foi finalizada 29 dias após o incidente, restabelecendo totalmente a conectividade internacional do país.
Segundo a empresa, o cabo operava há cerca de 20 anos, mantendo disponibilidade superior a 99,999%, e estava em conformidade com suas especificações técnicas quando foi afetado pelo evento geológico. O rompimento ocorreu devido ao deslocamento do terreno causado pelos tremores, e não por falhas na infraestrutura.
Logo após o incidente, a Cirion ativou seu plano de contingência. Em menos de 48 horas, equipes locais conseguiram restabelecer o anel de conectividade de Caracas com apoio de parceiros internacionais. Além disso, rotas alternativas permitiram manter mais de 60% dos clientes operacionais desde os primeiros dias da interrupção, reduzindo o impacto para hospitais, instituições financeiras, empresas e outros serviços essenciais.
O reparo definitivo exigiu a mobilização do Wave Sentinel, embarcação especializada em manutenção de cabos submarinos. A operação incluiu a localização do ponto de ruptura, recuperação das extremidades da fibra óptica, fusão das fibras com equipamentos de alta precisão e uma série de testes ópticos antes da reativação do sistema.
A Cirion destacou que sua participação na Atlantic Cable Maintenance Agreement (ACMA), cooperativa internacional voltada ao reparo de cabos submarinos, garantiu acesso prioritário ao navio especializado. A empresa também informou que foram necessárias 15 autorizações governamentais para a operação, concluídas em apenas 14 dias com apoio da Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel) e de outras autoridades locais.
A companhia opera uma das maiores infraestruturas digitais da América Latina, com mais de 105 mil quilômetros de fibra óptica, 18 estações de aterragem e seis sistemas internacionais de cabos submarinos, conectando 17 países da região. A recuperação do enlace reforça a importância desses sistemas para garantir o funcionamento da internet, dos serviços em nuvem e das comunicações internacionais em situações de emergência.



