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Ada Infrastructure inicia obras de campus de data centers de 300 MW na Grande São Paulo

Empresa estreia na América Latina com empreendimento voltado a computação em nuvem e inteligência artificial na região metropolitana de São Paulo.

A Ada Infrastructure iniciou as obras do GRU10, seu primeiro campus de data centers no Brasil e na América Latina. O empreendimento será construído em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e terá capacidade total planejada de 300 MW, tornando-se um dos maiores projetos de infraestrutura digital do país.

O campus será implantado em etapas. A primeira fase contempla a construção de um edifício de data center e de uma subestação dedicada. Quando concluído, o complexo poderá contar com até três edifícios voltados à operação de infraestrutura digital de alta densidade.

Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido para atender clientes hyperscale, provedores de serviços em nuvem e aplicações de inteligência artificial, incluindo cargas de trabalho relacionadas a treinamento de modelos, inferência e processamento com GPUs em larga escala.

O campus contará com duas subestações próprias, totalizando 300 MW de capacidade energética. A infraestrutura foi projetada para suportar operações de alta disponibilidade e demandas crescentes por computação intensiva, impulsionadas pela expansão da inteligência artificial.

A Ada Infrastructure pertence ao grupo de investimentos Ares Management e já possui projetos de data centers em mercados como Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A chegada ao Brasil marca a entrada oficial da companhia no mercado latino-americano.

A construção da primeira fase deverá durar entre 18 e 24 meses, com previsão de mobilizar até mil trabalhadores durante o período das obras. A empresa também afirma que pretende desenvolver programas de qualificação profissional em parceria com fornecedores e empresas locais.

A escolha do Brasil está relacionada à combinação entre demanda crescente por serviços digitais, presença de grandes empresas de tecnologia e disponibilidade de energia renovável. A matriz energética brasileira, predominantemente limpa, é vista como um diferencial competitivo para operações de data centers voltadas a clientes globais.

O avanço do projeto reforça uma tendência observada no setor: a rápida expansão da infraestrutura de data centers impulsionada pela inteligência artificial. Grandes operadores de nuvem e empresas de tecnologia vêm ampliando investimentos em instalações capazes de suportar cargas computacionais cada vez maiores.

Além do impacto tecnológico, o empreendimento pode fortalecer a posição da Grande São Paulo como principal polo brasileiro de infraestrutura digital, atraindo novos investimentos em conectividade, energia e serviços especializados.

Com capacidade comparável à demanda de grandes complexos industriais, o GRU10 evidencia como os data centers se tornaram ativos estratégicos para a economia digital e para a expansão da inteligência artificial no Brasil.

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