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Google usará fotos e vídeos de usuários para treinar IA; veja como desativar

Nova configuração do Google pode armazenar imagens, áudios e vídeos das interações nos serviços da empresa para aprimorar modelos de inteligência artificial.

O Google começou a implementar novas configurações de privacidade que permitem o armazenamento de imagens, áudios e vídeos gerados durante o uso de alguns serviços da empresa. Esses dados poderão ser utilizados para desenvolver e aprimorar recursos de inteligência artificial, desde que as opções de histórico estejam ativadas na conta do usuário.

A mudança afeta o novo Histórico dos Serviços da Pesquisa, que substitui parte das configurações antigas de atividade da conta. Entre os conteúdos que podem ser armazenados estão pesquisas por voz, imagens utilizadas no Google Lens, gravações de áudio e outras interações multimodais realizadas em serviços do ecossistema Google.

Segundo a empresa, os dados podem ser utilizados para “desenvolver e melhorar” seus produtos, incluindo sistemas de inteligência artificial. O Google afirma que, quando essas informações são usadas no treinamento dos modelos, elas são desvinculadas da conta do usuário. Ainda assim, alguns dados podem permanecer armazenados por períodos prolongados.

A nova configuração chamada Salvar mídia chega ativada para muitos usuários que já mantinham a atividade na Web e nos aplicativos habilitada. Isso significa que a coleta pode começar automaticamente após a atualização das configurações da conta.

Como desativar a coleta de mídias

Os usuários que não desejam compartilhar imagens, vídeos ou áudios para fins de melhoria da IA podem:

  1. Acessar o Google Minha Atividade.
  2. Entrar em Histórico dos Serviços da Pesquisa.
  3. Desativar a opção Salvar mídia.
  4. Se desejar, também é possível desativar completamente o histórico ou apagar atividades já registradas.

O Google também permite configurar individualmente os históricos de diferentes serviços, como YouTube, Maps e atividades da pesquisa, oferecendo maior controle sobre quais dados permanecem armazenados.

A empresa afirma que essas informações ajudam a melhorar a precisão dos sistemas de IA, das recomendações e das experiências personalizadas nos seus produtos. No entanto, especialistas em privacidade alertam que muitos usuários desconhecem a extensão da coleta de dados realizada por grandes plataformas digitais.

O tema reforça o debate sobre transparência e consentimento no treinamento de modelos de inteligência artificial. À medida que ferramentas multimodais se tornam mais comuns, imagens, vídeos, áudios e outras formas de interação passam a ter um papel cada vez maior no desenvolvimento das novas gerações de IA.

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