
Usuários do WhatsApp para Windows vêm relatando um aumento significativo no consumo de memória RAM após mudanças recentes no aplicativo desktop. Segundo relatos e análises especializadas, em alguns cenários extremos o software pode chegar a utilizar até 12 GB de RAM, mesmo durante tarefas consideradas básicas, como troca de mensagens e navegação entre conversas.
O problema estaria relacionado à transição do aplicativo para uma arquitetura baseada em WebView2, tecnologia da Microsoft que permite executar aplicações web dentro de programas para Windows. Na prática, o WhatsApp passou a funcionar de maneira semelhante a um navegador embutido, substituindo a antiga versão nativa baseada em UWP.
Testes realizados por veículos especializados apontam que a nova versão pode consumir várias vezes mais memória do que o aplicativo anterior. Enquanto a edição UWP frequentemente utilizava entre 100 MB e 300 MB de RAM, a nova implementação baseada em Chromium pode ultrapassar 1 GB facilmente e atingir níveis muito superiores em casos específicos.
Especialistas explicam que aplicações construídas sobre motores web tendem a consumir mais recursos por executarem diversos processos simultâneos, incluindo renderização gráfica, armazenamento local, notificações e gerenciamento de rede. Esse modelo facilita o desenvolvimento multiplataforma, mas normalmente sacrifica eficiência e desempenho.
Relatos de usuários em fóruns e redes sociais indicam que o alto consumo de memória pode provocar lentidão, maior uso de CPU e pior desempenho geral do sistema, especialmente em computadores com 8 GB ou menos de RAM. Alguns usuários afirmam que o aplicativo continua consumindo recursos mesmo quando é fechado, permanecendo ativo na bandeja do sistema.
Além das críticas de desempenho, a mudança também levantou preocupações de segurança. Pesquisadores alertaram recentemente para campanhas maliciosas direcionadas a usuários do WhatsApp no Windows, reforçando a importância de manter o aplicativo atualizado e ter cuidado com anexos recebidos.
A Meta ainda não comentou oficialmente sobre os relatos envolvendo consumo extremo de memória. Entretanto, a empresa segue promovendo a nova versão como uma forma de unificar funcionalidades entre plataformas e acelerar o desenvolvimento de recursos. O aplicativo oficial continua disponível para download no site da companhia.
Analistas observam que a migração de aplicações nativas para soluções baseadas em web tem se tornado comum na indústria de software, mas frequentemente gera críticas de usuários que priorizam desempenho e eficiência. Casos semelhantes já foram observados em outros aplicativos que adotaram arquiteturas baseadas em Chromium.
Para usuários afetados, especialistas recomendam monitorar o consumo de recursos no Gerenciador de Tarefas, manter o aplicativo atualizado e, quando possível, utilizar o WhatsApp Web no navegador como alternativa temporária. O caso reacende o debate sobre os limites da adoção de tecnologias web em aplicações desktop modernas.



