
A startup britânica Shield Space está desenvolvendo um sistema de defesa espacial que utiliza inteligência artificial para controlar pequenos satélites capazes de identificar e responder a ameaças em órbita.
A proposta consiste em criar uma rede de satélites autônomos, conhecidos como CubeSats, que poderão atuar de forma coordenada para proteger equipamentos estratégicos de comunicação, navegação e monitoramento.
Os dispositivos poderão utilizar tecnologias como lasers, micro-ondas e mecanismos de interceptação física. A inteligência artificial permitirá que executem determinadas operações mesmo sem comunicação constante com centros de controle na Terra.
O projeto ganhou relevância diante das crescentes tensões militares no espaço, especialmente após aproximações de satélites russos a equipamentos utilizados em atividades de monitoramento relacionadas à guerra na Ucrânia.
A Shield Space estima que poderá colocar até 100 pequenos satélites em operação por menos de 100 milhões de libras, valor equivalente a aproximadamente R$ 700 milhões.
O primeiro teste está previsto para o último trimestre de 2027, por meio do projeto Broadsword. A missão utilizará dois pequenos satélites para avaliar manobras de aproximação e diferentes níveis de autonomia.
A tecnologia ainda está em desenvolvimento e enfrenta desafios relacionados ao consumo de energia, à precisão das operações e à segurança das decisões automatizadas.
A iniciativa também amplia o debate sobre o uso militar da inteligência artificial no espaço, especialmente diante dos riscos de colisões, geração de detritos orbitais e utilização de armamentos autônomos.



