
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5), após uma grave crise financeira envolvendo o Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país.
A instituição sofreu intervenção do Banco Central paraguaio depois que foram identificados problemas de solvência. A medida bloqueou o acesso às contas de aproximadamente 2,9 milhões de clientes, provocando protestos e aumentando a pressão sobre o governo.
A crise ganhou proporções políticas devido às antigas relações comerciais de Peña com o grupo controlador do banco. A instituição também administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos, incluindo valores relacionados à previdência social.
O escândalo provocou a saída do presidente do Banco Central e a detenção de oito executivos ligados à instituição financeira.
Diante das denúncias, parlamentares iniciaram procedimentos para um possível impeachment. Sem apoio suficiente para enfrentar a crise, Peña anunciou sua saída alegando a necessidade de preservar a estabilidade do país e suas instituições democráticas.
O vice-presidente Pedro Alliana é o sucessor constitucional e deverá completar o mandato presidencial, previsto até agosto de 2028.
Enquanto isso, autoridades paraguaias trabalham para garantir a devolução dos depósitos e investigar possíveis irregularidades na administração do banco.



