
A Amazon orientou engenheiros a documentar atividades nas quais ferramentas de inteligência artificial não conseguem oferecer resultados satisfatórios.
A solicitação, atribuída a um vice-presidente da companhia, consta de um memorando interno de setembro e busca identificar situações em que a tecnologia apresenta dificuldades ou não contribui para o trabalho dos profissionais.
A iniciativa chama a atenção em um momento em que grandes empresas de tecnologia ampliam o uso de assistentes de programação e agentes de IA para acelerar o desenvolvimento de software.
Embora essas ferramentas possam auxiliar na geração de código, revisão de programas e automação de tarefas, sua utilização ainda apresenta limitações em atividades que exigem conhecimento específico, interpretação de sistemas complexos e decisões técnicas.
O registro das dificuldades pode ajudar a identificar quais tarefas continuam dependendo mais diretamente da experiência dos engenheiros.
O memorando foi assinado por Terk Terkowitz, vice-presidente e engenheiro de destaque da Amazon, e divulgado publicamente no final de outubro.
O executivo também criticou a prática conhecida como tokenmaxxing, na qual profissionais aumentam artificialmente o consumo de tokens de IA para demonstrar utilização da tecnologia.
A orientação é avaliar os resultados concretos do trabalho, como qualidade do software, produtividade e benefícios para os clientes, em vez de medir o desempenho apenas pela quantidade de IA utilizada.
A empresa reconhece que nem todas as tarefas se beneficiam das ferramentas atuais de inteligência artificial e considera importante que os profissionais identifiquem essas limitações.



