
A Itália passou a adotar, em 23 de outubro, uma medida que impede demissões baseadas exclusivamente em decisões tomadas por sistemas de inteligência artificial.
Segundo as informações divulgadas, desligamentos determinados apenas por algoritmos podem ser anulados, inclusive quando o trabalhador tiver autorizado previamente o uso da tecnologia.
A iniciativa busca ampliar a proteção dos profissionais diante do crescimento da inteligência artificial nos processos de gestão de pessoas.
Ferramentas automatizadas já são utilizadas por empresas para avaliar produtividade, analisar desempenho e auxiliar na tomada de decisões relacionadas aos funcionários.
A medida italiana reforça a necessidade de participação humana em decisões que afetam diretamente os direitos e a continuidade do emprego.
O avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo também amplia os debates sobre transparência, responsabilidade e possíveis discriminações provocadas por algoritmos.
A discussão ganha relevância à medida que empresas de diferentes setores adotam sistemas inteligentes para automatizar atividades administrativas e operacionais.



